Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria

Sunday, 13 November 2011

Devemos Confiar na Bíblia ?

A Igreja Cristã fundamenta suas doutrinas e práticas na Bíblia (Escritura Sagrada). Consequentemente, surge uma pergunta: Porque limitar nossas crenças sobre Deus e seu relacionamento com os homens à Bíblia? A primeira razão é o fato da Bíblia se apresentar como a Palavra de Deus (2 Pe 1.20-21). Cremos que a Bíblia é o que ela mesma diz ser. Contudo, esta não é uma convicção somente subjetiva. Não subestimamos a convicção subjetiva, principalmente, porque, conforme a própria Bíblia, ela é produzida diretamente por Deus (1Co 2.12). Contudo, há também fundamentos objetivos para esta convicção. Apresentaremos alguns destes fundamentos, a partir de algumas perguntas.

O que Lemos na Bíblia é Realmente o que Foi Escrito Originalmente?

Há quem duvide de que o conteúdo original da Bíblia foi fielmente preservado. Porém não existe motivo para tal dúvida. Embora reconheçamos que o processo de reprodução de manuscritos não fosse infalível; a correção de erros, sempre foi, e continua sendo possível, pela comparação de cópias "sobreviventes". Há uma ciência chamada Crítica Textual que se dedica à restauração e, ou, atestação da fidelidade de textos antigos. Se podemos acreditar que temos hoje preservada qualquer literatura antiga, então, com muito mais certeza podemos confiar em que os escritos bíblicos foram conservados. Por exemplo, o NT possui cerca de 5500 manuscritos gregos, entre completos e fragmentos; 13000 manuscritos de versões e milhares de citações dos Pais da Igreja. Alguns destes manuscritos recuam até o IV, III e II século da era cristã. Este acervo é monumental, comparado ao de qualquer outra literatura antiga. Observe os clássicos gregos e latinos: A cópia mais antiga que existe de Eurípedes foi feita 1600 anos após sua morte. No caso de Sófocles, o intervalo é de 1400 anos, o mesmo acontecendo com Ésquilo e Tucídedes. Quanto a Platão, o intervalo não é menor: encontra-se ao redor dos 1300 anos. Enquanto para Catulo o intervalo é de 1600 anos e para Lucrécio de mil anos; para Tércio e Lívio reduzem-se para 700 e 500 anos respectivamente. Só Virgílio se aproxima do Novo Testamento em antiguidade, pois há uma cópia completa de suas obras que pertence ao século IV, sendo que o autor faleceu no ano 8 ac.

O que Foi Escrito na Bíblia é Confiável?

Alguns críticos da Bíblia dizem, por exemplo que os evangelhos não são fiéis biografias de Jesus Cristo. Em primeiro lugar é bom lembrar que os evangelhos não são biografias, no sentido moderno. Os evangelhos são uma seletiva história da vida e obra redentiva de Jesus Cristo. Os evangelhos não são lendas sobre Jesus; pois, entre Jesus e a composição dos evangelhos, nem houve tempo suficiente para que se formasse uma lenda. Entretanto, os Evangelhos se nos apresentam como fiéis relatos em cumprimento das promessas do Antigo Testamento (Mt 1.22;2.5 e outras que se seguem), como produzidos por testemunho ocular (Jo 1.14;19.35;21.24), e por sério trabalho de pesquisa e verificação dos fatos (Lc 1.1-4). Considerando a infame hipótese de que os apóstolos e discípulos forjaram, especialmente a idéia da ressurreição de Jesus, pensemos: seria possível que alguém morresse afirmando ser verdadeiro, aquilo que forjou? Então, consideremos também que todos os apóstolos, exceto João (que passou seus últimos anos exilado), e centenas de discípulos foram mortos exclusivamente por sustentar o que os evangelhos dizem sobre Jesus.

Sim, podemos confiar em que a Bíblia é o registro histórico, intencionado e coordenado por Deus, da História e Doutrina da Redenção do homem e da criação.

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