Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria

Wednesday, 21 October 2015

Deus Não é Nosso Objeto de Estudo

Cuidado! Cristãos acadêmidos ou estudiosos, matriculados em faculdades e institutos teológicos, ou simplesmente alunos da “Escola Bíblica Dominical”, Deus não é nosso objeto de estudo, como pode ser qualquer criação ou criatura de Deus. Ele é o nosso Criador e sustentador, nosso Senhor e também Redentor. Além disso, Deus também quer ser nosso amigo; Ele nos ama, e é o mais digno objetivo do nosso amor.

Deus nos criou, e depois nos redimiu, pois nos tornamos pecadores ou transgressores da justiça (Romanos 3.23; 1 João 3.4), para viver em nosso meio (Êxodo 29.45), embora não possamos vê-lo. Ele nos criou e redimiu para andar conosco dia a dia (Gênesis 5.22-24; 6.9), embora não possamos tocá-lo.

Deus não é objeto do nosso estudo; Ele é o alvo único da nossa adoração.

Podemos, e fazemos bem em estudar a obras e a palavras de Deus. Podemos estudar as obras de Deus na Criação e na sua Providência; e podemos estudar as suas palavras por que Ele cuidou de deixá-las na forma escrita (1 Pedro 1.16-21). Podemos até estudar a Criação (natureza) e a Providência de Deus (sua supervisão e ação no âmbito da Criação), sem a ajuda de sua Palavra, como muitos fazem. Porém, estudando a Criação e Providência de Deus com o auxílio ou a perspectiva da Palavra de Deus, evitaremos as constantes interpretações, conclusões e aplicações erradas (Salmos 119.97-105).

Estudamos a Palavra de Deus, não para julgar ou avaliá-la: se está certa ou errada, se é justa, prática ou atual, nem para modificá-la, adaptá-la ou censurá-la. Estudamos a Palavra de Deus porque ela é a pura verdade (João 17.17). E, ao estudar cada parte da Palavra de Deus, a Escrituras Sagrada, no contexto de seu todo, reconheceremos extasiados quão perfeita e maravilhosa ela é (Salmos 19.7-11; 119.18).

Estudar a Palavra de Deus deverá nos levar a adorar e amar mais a Deus, nos tornará mais íntimos, mais amigos de Deus, e, consequentemente, também mais parecidos com Deus, que odeia o pecado, mas tem compaixão de pecadores.

É Deus o seu amigo, a quem você ama de todo o seu coração, alma e entendimento (Mateus 22.37-38), e em quem você confia ao ponto de vencer todo o medo (Salmos 23)? Se não é assim, sua fé é mera religião, e sua religião é mero estudo de Deus, seu estudo da Escritura é mero exercício intelectual, e você está perdendo a chance de conhecer o maior, melhor e eterno Amigo.

O maior objetivo da Palavra de Deus é nos comunicar que Jesus Cristo veio para nos reconciliar com Deus (2 Coríntios 5.18-21) e nos fazer amigos de Deus. Em Jesus Cristo, o Deus infinito e invisível se fêz homem, o onipotente Criador revelou seu ilimitado poder redentivo (1 Timóteo 1.15; 2 Timóteo 3.14-15; João 1.1-18), o Deus santo e justo revelou sua incompreensível misericórdia (1 Coríntios 1.30).

O verdadeiro conhecimento da Palavra de Deus não faz de nós teólogos, mas amigos de Deus, para sempre (Tiago 2.23).

Thursday, 1 October 2015

Regeneração ou Evolução Espiritual?

O pensamento evolucionista é muito mais antigo do que se pensa, antes de ser esposado pela ciência, já estava ligado à religião. Muitas antigas religiões mantinham crenças em processos evolutivos que podiam incluir variadamente três principais estágios: animal, humano e divino. O moderno Espiritismo tem uma doutrina da salvação, e esta é evolucionista. Pois, fazendo do corpo somente um recipiente descartável, o Espiritismo acredita no melhoramento da alma por meio de sucessivas encarnações de um único indivíduo.

O Catolicismo Romano também tem em sua doutrina da salvação reflexos de um pensamento evolucionista. Normalmente o católico romano considera presunçosa a confiança, ou certeza, da salvação que caracteriza em geral os cristãos chamados evangélicos. Mas, a crença na impossibilidade desta certeza revela a presença de um conceito evolucionista da salvação, que teria de ser adquirida progressivamente. A doutrina do purgatório reforça a idéia de uma evolução espiritual que continua até mesmo depois da morte física de uma pessoa.

As igrejas evangélicas, que conservam a doutrina da salvação conforme entendida pela Reforma no século XVI, estão melhor protegidas contra os conceitos evolucionistas da salvação. Porém, não estão absolutamente imunes. Ainda quando se considera que a salvação dos homens consisite exclusivamente na aceitação pela fé de uma específica doutrina da salvação, considerando a própria fé uma capacidade inerente ao homem, já se aplica um conceito evolucionista de salvação. Neste caso, se atribui ao próprio homem a capacidade de apropriar-se, de fato, da salvação.

Outra influência de um conceito evolucionista da salvação, pode ser encontrado na afirmação da possibilidade da obtenção da salvação e da certeza de salvação, por parte do que crê; contudo,  paralelamente, mas inconsistentemente, também afirma-se que o crente pode vir a perder a salvação. Ora, isto implica em que, em última análise, é o próprio homem quem vai conquistando sua salvação pela sua capacidade de persever, até que não mais esteja sujeito a perder a salvação.

Enquanto o evolucionismo, seja o biológico, ou o “espiritual”,  é a teoria da sobrevivência dos melhores, fortes e versáteis; em toda Bíblia, somente Deus é louvado pela salvação dos homens. Somente as virtudes de Deus são exaltadas, como causa da salvação dos homens: poder, sabedoria, justiça, misericórdia e amor de Deus (Romanos 1.16; 1 Coríntios 1.30-31; Efésios 2.4-5). Em contraste, as caracteristicas dos salvos são: loucos, fracos, humildes, desprezados (1 Coríntios 1.26-29), e até, “o pior dos pecadores” (1 Timóteo 1.15). 

De fato, todos os homens são inaptos para promover a propria salvação.  A Bíblia diz que “todos estão debaixo do pecado não há justo não há quem entenda não há quem busque a Deus ” (Romanos 3.9-11). E diz mais: Deus, em sua misericórdia e amor, por meio de Jesus Cristo, nos deu vida, enquanto estávamos mortos em nossos pecados (Efésios 2.4-5). É esta ação regeneradora (dar vida ao que está morto) de Deus que nos salva, pois nos habilita a ouvir entender e crer no evangelho. 

Regenerado por Deus, mediante a palavra do evangelho de Jesus Cristo, que é uma semente incorruptível (1 Pedro 1.23), o homem reconhece sua total dependência de Deus para a salvação. Assim, para a sua salvação, confia plenamente no Eterno Filho de Deus, Jesus Cristo (Hebreus 7.22-27).

O conceito bíblico de salvação do pecador não é evolucionista, ao contrário, é totalmente consistente com a obra de Deus na criação, criar vida onde ou quando ela não existe; isto é a regeneração do homem espiritualmente morto em seus pecados, mediante o “sopro” ou palavra regeneradora de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo (Romanos 1.16-17).



Thursday, 6 August 2015

Seria Jesus Cristo um dos Deuses Criados pela Imaginação Humana?

Recentemente, foi atribuída ao ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardozo, a declaração de que “Lula (outro ex-presidente do Brasil) era como um Cristo. Eles fizeram dele um deus”. Provavelmente, é somente isto o que o ex-presidente, Fernando Henrique, pense a respeito de Jesus Cristo, que seria um deus criado pelo povo. Sim, pelo povo, porque não basta que haja a intenção de uns poucos interessados em criar um deus ou mito; se uma expressiva quantidade de pessoas não “comprar” a idéia, qualquer iniciativa ou plano de criar um deus certamente fracassará.

Até um deus criado exerce poder, ou é um instrumento de exercer poder; e, exercer poder é uma forma ou meio de enriquecimento. Por exemplo, os ídolos (deuses) da música, esporte e cinema são indivíduos poderosos e ricos. Eles reunem em torno de si mesmos seguidores, fans ou, por que não dizer, adoradores que estão dispostos a pagar, e pagar caro, para ouvir e ver seus ídolos. Politicos e religiosos também podem ser transformados em mitos.

Um deus (ídolo) tem poder de atração sobre multidões, tem grande poder de influenciar com suas atitudes e palavras, ou atitudes e palavras que lhe são atribuídas. Por isso, um deus tem grande poder político e social, e também poder de arrecadação, de ajuntar ou fazer dinheiro, muito dinheiro. A arrecadação pode ser por meio de impostos, doações, ou pela venda de objetos e serviços que possibilitam o culto do ídolo.

Em alguns casos, o deus criado não usufrui do dinheiro arrecadado em seu nome. Este é o caso dos deuses religiosos que são uma idéia ou imagem; porém, os que propagam ou promovem a idéia ou imagem divinizada podem ganhar e usufruir do dinheiro arrecadado. Se o ídolo é alguém que já morreu, também não ganha nada; se ele estiver vivo, pode ganhar muito, especialmente na proporção em que ele mesmo gerencia o seu próprio culto.

A pergunta que queremos considerar aquí é a seguinte: pode ser Jesus Cristo um “deus criado”, cujo culto sobrevive por causa da riqueza que ele pode produzir?

Não podemos pensar em Jesus Cristo sem a Bíblia; aliás, um Jesus ou Cristo dissociado da Bíblia é uma idéia vaga e subjetiva. O Jesus Cristo da Bíblia é o Jesus da História. Esta não é História Geral das Civilizações, mas a História da Redenção, traçada na Bíblia. A Bíblia é uma coleção de livros, chamados “sagrados” por ser o produto final de uma singular cooperação entre Deus e o homem, mas presida por Deus (2 Pedro 1.16-21). Através da Bíblia, o Deus eterno, infinito e invisível se comunica com a humanidade, usando instrumentos e linguagem humanos, em um processo historiografado, e com um propósito redentivo.

Nesta Historiografia Redentiva que é a Bíblia, Deus começa sua comunicação com a humanidade revelando o que é aresposta a duas das mais universais questões: a orígem do universo e a orígem do homem. Deus criou o universo, e tudo o que nele há, inclusive o homem, que foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.27), apto para um relacionamento inteligente, afetivo, moral e responsável com Deus, e o próximo. Imediatamente após referir-se à orígem do universo e do homem, Deus revela orígem do mal presente no universo: a quebra da confiança e do relacionamento do homem com Deus (Gênesis 2.15-16; 3.1-24). O envolvimento com o mal é uma escolha da criatura; Deus não tem prazer, mas odeia o mal. Entretanto, o limite espacial e temporal do mal está sob o absoluto controle de Deus (Isaías 45.5-12).

É exatamente neste contexto da revelação das orígens do universo, do homem e do mal que Deus revela o princípio da Redenção, que é o assunto central e dominante da Bíblia. Não é sem uma especial razão que o primeiro livro da Bíblia chama-se Gênesis, que significa “orígens” ou “começo” – começo do universo, da humanidade, do mal, e da redenção.

No começo, não obstante sua habilidade para entender sua grande responsabilidade, e exercer perfeitamente sua função como príncipe ou cabeça da humanidade, e o gerenciamento da Criação (Eclesiastes 7.29), o primeiro homem falhou. Adão falhou porque, não se contentando com o grande privilégio de poder explorar e conhecer a vastidão da Criação, e subestimando o relacionamento com Deus que o permitiria avançar no infinito conhecimento de Deus, desejou ou preferiu o conhecimento do mal.

Conhecendo o mal, e sendo radicalmente corrompido por tal conhecimento, o homem e toda a sua geração transtornaram o seu universo (Gênesis 6.5-6). Na Bíblia, Deus também revela que o interesse do homem no conhecimento que inclui também o mal, foi estimulado por uma outra criatura de Deus, associada à serpente (Gênesis 3.1-5). Esta Serpente que instigou o homem à busca do conhecimento do mal, não é uma serpente comum da Terra, é um espírito que, como o homem é moralmente responsável perante Deus, e que, como o homem, também preferiu o conhecimento do mal, ao conhecimento de Deus e de suas obras. Este espírito é também chamado de Satanás, Dragão, Diabo (Apocalipse 20.2), Malígno (1 João 5.19), o qual usurpou o lugar do homem, e se tornou o maligno “principe deste mundo” (João 14.30).

Ao anuir com a Serpente e, na atitude simbólica de comer o fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, rompendo a confiança, obediência e relacionamento com Deus, o homem entregou a Satanás o domínio de seu universo. Então, Deus imediatamente anunciou e iniciou a Redenção das gerações do homem, e da Criação em geral, mencionando um segundo homem, “o descendente da mulher”, que, ao contrário do primeiro homem, não poderia ser jamais vencido pela Serpente, mas lhe esmagaria a cabeça (Gênesis 3.15; Mateus 4.1-11).

Este “descendente da mulher”, o apóstolo Paulo chama de “segundo Adão” e de “último Adão” (1 Coríntios 15.45-47). Ele é chamado o “segundo” e o “último” Adão porque veio para vencer e expulsar o príncipe que usurpou o trono da Criação e, em parte a governa (João 12.31), e para libertar o homem e suas gerações do poder corruptivo, escravizante, condenatório e mortal do conhecimento experimental ou prático do mal (Romanos 6.4-14); o que a Bíblia também chama de pecado (Romanos 5.12).

O nascimento do “descendente da mulher” é o assunto central da Bíblia, é a grande promessa de Deus na Bíblia, repetida através da História da Redenção até o seu cumprimento. Ele é anunciado como o Salvador ou Redentor, como o Profeta, o Sacerdote, e o Rei. Seu título mais compreensivo é Messias ou Cristo.

Jesus é o Cristo, o Messias, ele é o centro da Bíblia. Parte da Bíblia, chamada Antigo Testamento, é uma meticulosa preparação para o nascimento do prometido Messias, ou Cristo; a fim de que quando Ele enfim chegasse fosse identificado de modo inconfundível. De modo progressivo e cumulativo o Antigo Testamento vai distinguindo o “descendente da mulher” (Gênesis 3.15), Ele:
§   Será um descendente de Abraão (Gênesis 12.1-7; Gálatas 3.16),
§   Nascerá da tribo de Judá (Gênesis 49.10),
§   Será um profeta, maior que Moisés (Deuteronômio 18.15-19),
§   Será um sacerdote maior que Melquisedeque (Salmos 110.1-4; Hebreus 5.5-6),
§   Será um Rei, descendente de Daví, porém também superior a Daví (Isaías 9.6-7; Jeremias 33.14-22; Ezequiel 34.23-24),
§   Sua concepção será extraordinária (Isaías 7.14; Mateus 1.18-23), porque embora seja verdadeiramente homem, ele é Deus encarnado (João 1.1-14),
§   Nascerá na cidade de Belém, mas é eterno (Miquéias 5.2),
§   Será rejeitado e sofrerá por causa dos pecados dos homens, e por fim ressuscitará (Isaías 53).

A segunda parte da Bíblia, chamada Novo Testamento, é o testemunho  do cumprimento da promessa de Deus, quanto ao poderoso “descendente da mulher”, o segundo e último Adão, o Adão que não poderia falhar, jamais falharia, o Adão que, enfim, expiou os pecados dos homens e mulheres que querem a reconciliação com Deus, venceu a morte, venceu a Serpente, e assumiu pleno poder e autoridade sobre toda a Criação (Filipenses 2.5-11; Hebreus 1.1-4), até que destrua todos os poderes que ainda agem na contra-mão da obra da Redenção (1 Coríntios 15.20-28; 50-57), e redima todos os os que reinarão com Ele, em Novos Céus e Nova Terra (Mateus 24.12-14, 21-22; Apocalipse 6.11).

Jesus Cristo é anunciado pela Bíblia muito antes de seu nascimento. Somente o Jesus nascido da virgem Maria, também chamado Jesus de Nazaré se encaixa perfeitamente no perfil bíblico ou profético  do Messias.

Jesus foi publicamente declarado como o Cristo, pelo profeta João Batista (Lucas 3.15-17); Jesus também declarou-se o Cristo (Marcos 14.60-62); e o apóstolo Pedro, representado os demais apóstolos, confessou ser Jesus o Cristo (Mateus 16.13-17). O Cristo é Deus encarnado, Deus em natureza humana (João 1.1-3,14). Jesus Cristo afirmou e deu provas que falava a verdade (Mateus 11.2-6).

A prova final de que Jesus é o Cristo, Deus encarnado, para salvar ou redimir homem, foi sua ressurreição, devidamente testemunhada, incontestada (Atos 2.22-36; 1 Corintios 15.1-8).

Jesus Cristo não é um deus criado pelo homem; Ele é Deus encarnado, em forma, semelhança, ou natureza humana. O único e glorioso Deus é um Ser Triúno (Mateus 28.19), o Pai Eterno, o Filho Eterno, e o Epírito Eterno. Jesus Cristo é o Filho, quem tem a prerrogativa de conceder ao homem a vida eterna (João 1.1-4; 3.16; 6.33-35; 8.12; 11.25-27), o prometido Redentor, absolutamente capaz para salvar todo aquele que simplesmente nÊle crê (Atos 4.12; 16.30-31).

Existem muitos deuses criados pelo homem; não subestime Jesus entre os deuses criados pelos homens. Não despreze a oportunidade de conhecê-lo, na única fonte de seu conhecimento, a História da Redenção, a Escritura Sagrada, a Bíblia.

Não permita que as diferentes versões de um Jesus ou Cristo do business religioso o distraiam, decepcionem e façam você desistir de conhecer o Jesus da História, o Jesus da Bíblia, que morreu, mas também ressuscitou, está reinando nos céus, enviou, conforme prometera, o Espírito Santo, que nos regenera e vive em nós para sempre, estabelecendo uma íntima e eterna comunhão com Deus.

Não se impressione com o mal uso da ciência que alguns ateus fazem para afastar as pessoas da busca e do encontro com Deus. Faça você a sua própria busca, leia a História de Jesus, leia as próprias palavras de Jesus Cristo. Tire você mesmo as suas conclusões; não permita que os “deuses” da intelectualidade e da comunicação decidam por você.

Queira o conhecimento de Deus; busque o conhecimento de Deus, ore (peça a Deus) pelo conhecimento de Deus. Deus o ouvirá; porque Ele é Deus. Então, leia a Bíblia, o livro que Deus escreveu, com a participação de alguns homens o livro da Salvação, o livro do Salvador, Jesus Cristo.

Se você tiver alguma pergunta, ou desejar aprofundar mais em algum assunto mencionado, faça contato pelo blog, facebook, ou pelo email: jlbarrosdes@gmail.com

Se você desejar conhecer Jesus Cristo mais profundamente, através da Bíblia, visite www.findlifemeaning.com

Tuesday, 7 July 2015

POR QUE CADA CRENTE EM JESUS CRISTO DEVE SER MEMBRO DE UMA FIEL IGREJA DE CRISTÃ? (II)

No artigo anterior, procuramos demonstrar que a Igreja é uma eterno propósito de Deus, inseparável   sua obra Redentiva. Somos salvos por Deus para imediatamente entrar ou pertencer à Igreja de Deus na Terra.

A Igreja é a comunhão dos filhos de Deus no mundo. Ela tanto recebe quanto busca e alcança os “filhos de Deus” entre os os “filhos dos homens”, isto é, dentre as nações. Ela os alcança através da pregação do Evangelho, e os nutre e educa mediante o regular ensino da Palavra, levando-os ao conhecimento, confiança e obediência ao completo desígnio de Deus (Atos 20.27), revelado nas Escrituras. Portanto, até que cada crente seja intoruzido na 
Igreja no Céu, ele(a) deve permanecer membro da Igreja de Deus na Terra.

Porém, é importante que se reconheça que ninguém permanece membro da Igreja, somente pelo fato de um dia haver sido batizado. O ingresso na Igreja pelo Batismo é confirmado pela participação na mesa da comunhão, a Santa Ceia.  Há, entretanto, membros da Igreja que iniciam um processo de auto-exclusão, e, por não atenderem as admoestações da Igreja, são por fim são excluídos.

Entretanto, também devemos reconhecer que não somente membros individualmente ou famílias se extraviam da Igreja, mas igrejas também se extraviam da Igreja, isto é da Fiel Igreja de Jesus Cristo.

Por que “fiel” Igreja?            

É por isso que precisamos enfatizar “que cada crente em Jesus Cristo deve ser membro de uma fiel igreja de cristã”; pois a Igreja na Terra é constituída de igrejas, e igrejas podem, infelizmente, tornarem-se infiéis.

Isto é facilmente demonstrado na História da Redenção reportada na Bíblia. O início da Obra da Redenção coincide exatamente com o estabelecimento da Igreja. Assim, como imediatamente após a Queda, Deus se manifestou redentivamente ao homem e a mulher, também imediatamente Deus estabeleceu a Igreja como congregação dos salvos ou redimidos do pecado e da morte, por meio de Jesus Cristo. O sacrifício de Jesus Cristo, em lugar dos pecadores, ficou imediatamente tipificado no animal que foi morto para prover veste para o homem e a mulher (Gênesis 3.21); Abel também, como um fiel sacerdote, ofereceu a Deus um culto agradavel com as primícias do seu rebanho, igualmente tipo do sacrifício de Jesus Cristo (Gênesis 4.1-4). Além do sacrifício simbólico, a Igreja em seu mais primitivo estado tinha também a mensagem central, o Evangelho a ser pregado (aos filhos), a promessa do vitorioso Redentor (Gênesis 3.15). Embora expulsa do Paraíso, vivendo em uma Terra amaldiçoada, a primeira família da humanidade foi também a primeira família da Igreja.

Foi também nesse primitivo contexto que houve o primeiro desvio da Igreja, com Caim que, como em suas próprias palavras, tornou-se um “fugitivo, um errante pela terra” (Gênesis 4.12); assim também são todos os homens e mulheres que se separam da Igreja.

A humanidade se multiplicou, cresceu a descendência física e espiritual de Caim, e a descendência física e espiritual de Adão, Sete e Enos (Gênesis 4.17-32). Entretanto, próximo aos dias de Noé, a Igreja dos “filhos de Deus” era aparentemente menor que o restante da humanidade, e os “filhos de Deus” começaram a se casar com as “filhas dos homens”. A Igreja se corrompeu dramaticamente; de modo que, aos dias de Nóe, a fiel Igreja estava reduzida a uma única família, a de Noé (Gênesis 5.32-6.10).

Noé pregou (2 Pedro 2.5), certamente chamando os homens ao arrependimento, mas não viu sequer uma conversão, somente ele e sua família foram preservados da total destruição causada pelo Dilúvio. Com o que restou da Igreja pré-diluviana, Deus recomeçou a obra da Redenção e a Igreja na Terra, abençoando e ordenando a geração de Noé: “multiplicai-vos e enchei a terra” (Gênesis 9.1).

Aparentemente, Babel é a orígem e símbolo de toda religião humana, em oposição à obra da Redenção que Deus realiza e a Igreja que é o seu resultado na Terra. Babel não é a primeira cidade mencionada na Bíblia (Gênesis 4.17), é uma entre algumas das primeiras cidades pós-diluvianas (Gênesis 10.1-12), mas parece ser a primeira cidade que almejou ser um centro político-religioso do mundo (Gênesis 11.1-4). Babel é a mais primitiva forma do nome Babilônia, o grande símbolo bíblico dos poderes unidos da política e religião corrompidos (Apocalipse 17.1-5).

Toda falsa religião é uma oposição à obra da Redenção e à fiel Igreja de Deus; esta, embora presente nas cidades, enquanto fiel, nunca está associada ou vinculada aos poderes e propósito das cidades dos homens. Porém, a  Igreja sofre sedução da parte da cidade, e a cidade busca o apoio da religião para levar adiante o seu projeto antropocêntrico. A “torre cujo tope chegue até aos céus” (Gênesis 11.4) simboliza bem esta associação entre as cidades dos homens e a igreja apóstata ou falsa religião. Na cidade, a fiel Igreja exerce sua função profética, cujo foco é o testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 19.10), enquanto a igreja apóstata ou falsa religião encobre os desígnios de Deus e ilude os homens.

A Historia da Redenção é uma história de resgate não só de indivíduos e famílias através da pregação do Evangelho, mas também de resgate, vivivificação e reforma da Igreja, através do fiel ensino de toda a Escritura.  O que temos considerado sobre a História da Redenção no período que antecede o estabelecimento da Igreja (Congregação) de Israel, vai se verificar também na História da Igreja-Nação de Israel, uma história marcada pela contínua luta contra a apostasia. A História da Igreja da Nova Aliança também não é diferente; como se pode ver, desde as Cartas Paulinas e Gerais, antes da virada do primeiro século, a Igreja já lutava contra a infidelidade, apostasia e falsa religião, como até hoje.

Assim como o homem, pela ordem natural, determinada por seu estado de rebeldia e separação de Deus, corrompe toda boa intenção, idéia e instituição; ele também corrompe parcialmente a Igreja na Terra; por isso, igrejas se tornam infiéis. Na verdade, chega a ser surpreendente quando uma igreja (ou crentes individualmente) se mantém fiel por um longo tempo, um especial motivo de gratidão a Deus.

Apostasia é um perigo real e constante, tanto para crentes individualmente quanto para congregações inteiras. Infelizmente, nós crentes nos tornamos muito presunçosos, parece que não existe qualquer perigo, vivemos como se não houvesse qualquer risco de apostasia. De fato, em todo momento da História da Redenção há tanto motivo para alegria quanto para lamento, alegria pela porção da Igreja que permanece fiel, por reformas e avivamentos na Igreja, e lamento pela apostasia que também devasta parte da Igreja na Terra.

Quando a igreja ou crentes individualmente ignoram o perigo da apostasia (infidelidade), perigo para o qual as Escrituras Sagradas intensivamente nos advertem; ou quando permanecemos impassíveis ou indiferentes aos indícios de apostasia, contribuímos com ela, com o progresso da apostasia, o avanço da falsa religião, e a devastação da Igreja.

O que caracteriza uma igreja infiel?

O livro de Apocalipse, o último livro da Bíblia (provavelmente também quanto a data de sua composição, não posterior ao ano 96 dC), contém sete pequenas cartas, a sete diferentes igrejas; estas cartas constituem uma solene exortação contra a infidelidade e encorajamento à perseverança na fé (Apocalipse 2-3), exortação de permanente significado e importância para a Igreja, até à volta do Senhor Jesus Cristo.

Uma igreja pode já estar andando no caminho da infidelidade e apostasia enquanto ainda preserva excelentes qualidades,  como por exemplo as seguintes igrejas, original e nominalmente endereçadas pelo livro de Apocalipse:
§   A igreja em Éfeso que era ativa no labor, disciplina, doutrina e tribulação (2.2-3), porém havia perdido o primeiro amor (2.4). Uma boa e real ilustração para a situação da Igreja de Éfeso é a diferença entre Marta e Maria quando receberam Jesus Cristo em sua casa (Lucas 10.38-42). Marta, ao hospedar Jesus, ficou “ocupada em muitos serviços”; Maria ficou “ficou assentada aos pés de Jesus a ouvir-lhe os ensinamentos”. Com a chegada de Jesus em sua casa, para Maria “o mundo parou”, nada mais importava; ela estava encantada com a presença de Jesus, se deliciava na comunhão com Ele, e queria somente ouvir os seus ensinamentos; daquele que, mais que a maior revelação, é a própria manifestação de Deus. Era provavelmente isto o que a igreja em Éfeso havia perdido, o ardente desejo conhecer a Deus, mais e mais, ouvindo Deus (Oséias 6.3).
§   A igreja em Pérgamo mantinha o testemunho público de Jesus Cristo em um lugar extemamente hostil, e fielmente enfretou mortal perseguição (2.13), mas passou a tolerar falsos ensinos e imoralidade (2.14-15). Enquanto era ainda ativa na Evangelização, a igreja em Pérgamo também já começava a se extraviar no caminho da infidelidade.
§   Em Tiatira, a igreja era muito ativa e operosa, manifestava amor e fé (2.19), porém tolerava uma falsa profetiza, e, consequentemente, imoralidade e idolatria (2.20-23). Como é impossível separar o amor do ouvir a Palavra de Deus (Salmos 119.167; João 5.38-42; 14.23-26; 15.7-13); a igreja em Tiatira ainda tinha ouvidos para a Palavra de Deus (pois nela ainda havia amor e fé); entretanto, também já dava ouvidos a falsos profetas e mestres, e estava dividida entre os escutavam a Palavra de Deus e os que queriam ouvir “as coisas profundas de Satanás” (2.23-25); isto é infidelidade e apostasia.

Entretanto, tristemente, o que era ruim poderia ser ainda pior; havia a real possibilidade da infidelidade e apostasia crescerem, de forma devastadora, como é possível constatar em outras duas cartas:
§   A igreja em Sardes, estava morta, a começar com aquele que ocupava o lugar de ministro da Palavra, o anjo da igreja (3.1), que já não pregava mais a Palavra de Cristo Jesus, “as palavras de vida eterna (João 6.68). Como conseqüência, naquela igreja, somente “umas poucas pessoas” estavam lavadas no sangue do Cordeiro (3.4; 7.14). Precisamos considerar isto seriamente, antes do fim do primeiro século, a igreja em Sardes já contava com uma maioria morta espiritualmente, que não conhecia a Salvação.
§   Antes do final do primeiro século, a igreja em Laodicéia era insuportavelmente arrogante e completamente enganada (3.15-17). Estas características parecem descrever, com muita propriedade, também grande parte do cristianismo contemporâneo.

Não podemos ignorar, permanecer impassíveis e omissos diante do real perigo de infidelidade ou apostasia na Igreja; pois, andar junto com uma igreja infiel é tomar o mais fácil enganoso caminho para o inferno.

Como evitar que uma igreja se torne infiel?

Embora a infidelidade seja um perigo real e comum, é importante enfatizar que a Igreja é exortada a permanecer fiel, e efetivamente pode permancer fiel. Jesus reina reina no Céu, e do Céu, sobre toda a Criação. Entretanto, logo que ascendeu aos Céus, Ele também enviou o Espírito Santo para conduzir a Igreja a toda Verdade (João 15.26-27; 16.13), e também deu-nos as Escrituras Sagradas completas. É assim, que embora entronizado no Céu, Jesus também se faz presente em sua Igreja na Terra (Apocalipse 1.10-20).

É através do fiel ministério da Palavra, seguido da fiel admininstração dos sacramentos (selos e sinais) da Palavra (batismo e santa ceia), e fiel disciplina (funcionamento) da Igreja que Jesus Cristo governa a sua Igreja na Terra e a mantém fiel. E é o ministério da Palavra que regula a administração dos sacramentos e funcionamento ou vida da Igreja.

Todas as sete cartas têm uma forma comum de introdução: “ao anjo da igreja... escreve”, e, igualmente, uma conclusão comum: “quem tem ouvidos, ouça o que o Espirito diz às igrejas”. É precisamente o que “foi escrito”, exatamente o mesmo que “o Espirito diz às igrejas” (pois a Palavra e o Espírito não se contradizem), que impede uma igreja tornar-se infiel. É a Palavra de Deus escrita, fielmente pregada e ouvida, que preservam a fidelidade da Igreja. Os ministros da Palavra devem conhecer a Escritura Sagrada, devem se alimentar dela regularmente, devem amá-la e honrá-la. A igreja deve desejar a Palavra de Deus mais do que o ouro, ou o mel (Salmos 19.10), e repudiar qualquer adulteração da Palavra (2 Coríntios 2.14-17; 4.1-2). Ambos, ministros da Palavra e igrejas, precisam reconhecer a centralidade de Jesus Cristo na Palavra de Deus; pois nÊle, a glória de Deus se revela de forma incomparável (2 Coríntios 4.3-6).

Igrejas podem permanecer fiés, como as que estavam em Esmirna  e Filadelfia, estas:
§   Não receberam do Senhor qualquer reprovação,
§   Tão somente foram exortadas a permacer fiéis, em face dos sofrimentos que estavam por vir (2.20; 3.10);
§   Ambas foram elogiadas – Esmirna, por ser rica, certamente em contraste com a sua pobreza material e a pobreza espiritual de Laodicéia (3.9; 3.17), e Filadéfia por haver guardado a Palavra (3.10).
§   Igualmente receberam a promessa da “coroa da vida” (2.10-11; 3.11-13).

Final e curiosamente, é nas cartas às igreja em Esmirna  e Filadelfia somente que são mencionadas as “sinagogas de Satanás” (2.9; 3.9); certamente porque aquelas, dentre as sete igrejas, eram o mais evidente contraste com as congregações judaicas que haviam rejeitado a Jesus, o Cristo.

Por quanto tempo pode uma igreja permanecer fiel? Pelo tempo em os ministros da Palavra se atenham à Palavra Escrita e somente preguem esta Palavra, e a igreja somente tenha ouvidos para ouvir a Palavra de Deus, o que o Espirito tem a dizer para a igreja. A Igreja permanece fiel enquanto reconhece a autoridade única e centralidade da Palavra de Deus, enquanto deseja ardentemente ouvir a Palavra de Deus.

Como restaurar uma igreja que se tornou infiel?

Não há dúvida de que é possível restaurar uma igreja que se tornou infiel. Se assim não fosse as igrejas em Sardes  e Laodicéia não teriam recebido as cartas que receberam. Porém é necessário que haja verdadeiro arrependimento (3.3, 19), não basta uma aparência ou rito de arrependimento; e a grande evidência do arrependimento que vivifica a igreja é o restabelecimento do fiel ministério da Palavra que prega somente o que “está escrito”, para uma igreja que somente se interessa em ouvir o que o “Espírito diz às igrejas”.

Cada crente tem o dever de ser membro de uma fiel igreja de Jesus Cristo, não pode, como Caim, se separar dela. Cada crente deve amar a Igreja de Cristo, e expressar isto vivendo na plena comunhão de uma fiel igreja de Cristo. Cada crente tem o dever de seguir o exemplo dos membros da “sinagoga dos judeus” na cidade de Beréia, os quais, em sua maioria, ouvindo a Paulo e Silas, “receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias”, para conferir com o que ouviam (Atos 17.10-11). 

Friday, 12 June 2015

POR QUE CADA CRENTE EM JESUS CRISTO DEVE SER MEMBRO DE UMA FIEL IGREJA CRISTÃ?

“Não é bom que o homem esteja só”; foi Deus quem disse isto pela primeira vez, e logo depois criou a mulher. O homem foi criado com grande aptidão para a vida social, seja no casamento, família, vizinhança, cidade ou nação. Porém, a causa mais fundamental de todos os conflitos humanos é a rebelião do homem contra Deus, a natureza pecaminosa escolhida, herdada e alimentada pelo próprio homem.

As Escrituras Sagradas (a Bíblia), que nos fornecem o conehcimento acima, sobre a Criação  e Queda do homem, também apresentam Jesus Cristo como o único Mediador entre Deus e os homens, o único capaz de reconciliar o homem pecador com o Deus Justo e Santo (2 Coríntios 5.18-21). Como uma imediata conseqüência do estabelecimento de nosso santo e amoroso relacionamento com Deus, nós também percebemos a importância e desejamos um santo e amoroso relacionamento com o próximo (Efésios 2.11-22). Uma grande melhora em nosso relacionamento com o próximo de modo geral é possível e desejável (Romanos 12.18), e facilita (pode ensejar ou criar opotunidade) à pregação do Evangelho. Entretanto, a unidade e harmonia na Igreja (em cada congregação) são, além de possíveis e desejáveis, absolutamente essenciais para o testemunho de que Igreja deve dar no mundo (Jão 17.14-23).

O Evangelho de Jesus Cristo une pessoas com Deus e consequentemente une pessoas separadas, e as une de tal forma que isto transcende os limites de sangue, nacionalidade, língua ou classe. E a mais convincente forma em que este poder redentivo do Evangelho se manifesta é no modelo Neo-Testamentário da Igreja onde indivíduos e famílias se congregam independentemente de sangue, nacionalidade, língua ou classe.

A Igreja é uma nação universal, gerada em Cristo Jesus, uma nação espiritual presente e espalhada na Terra, entre as nações étnicas.  A Igreja é caracterizada, não por cultura, língua ou sangue, mas pela fé em Jesus Cristo, e o “novo nascimento” para o “reino de Deus” (João 3.1-15).

Em seu ministério público, Jesus reuniu discípulos, com os quis mantinha relacionamente intenso. Jesus andava com seus discípulos, ouvia-os e ensinava-lhes de forma regular e sistemática. Jesus também falou de reuniões em seu nome, prometendo se fazer espiritualmente presente nestas (Mateus 18.20).

Ao falar com seus discípulos a respeito de sua volta ao trono celestial, junto com o Pai, e, por isso, de sua temporária ausência visível (física) na Terra (João 14), Jesus também, prometeu enviar o Espírito Santo, para permanentemente habitar com eles (João 14.16-20), contituindo-os permanentemente Igreja ou igrejas de Jesus Cristo na Terra.

Entre a sua ressurreição e ascensão, de volta ao Céu, Jesus ordenou aos seus discípulos que continuamente fizessem outros  “discípulos de todas as nações” e (Mateus 28.18-20):
§   Ordenou que batizassem os novos discípulos “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito santo”  – o batismo representa o nascimento espiritual, para a nação espiritual (não étnica), o reino de Deus;
§   Ordenou que ensinassem os novos discípulos a viverem como discípulos de Jesus;
§   Prometeu estar com os seus discípulos neste processo de crescimento como uma nação espiritual e universal, o crescimento do reino de deus na Terra, “até a consumação dos séculos”, até que esta missão esteja completamente cumprida.

É impossível não ver uma Igreja universal e, ao mesmo tempo, um incontável número de igrejas entre as nações étnicas, nesta Grande Comissão do Senhor Jesus Cristo. Portanto, a Obra Redentiva de Deus em Cristo Jesus visa a formação de uma Igreja Universal, contituída de necessárias igrejas locais. Esta Igreja formada de discípulos que continuamente fazem novos discípulos também continuará existindo na Terra até a “consumação dos séculos”. Enquanto isto, uma Igreja vencedora vai crescendo no Céu, na medida em que morrem os membros da Igreja na Terra. Na “consumação dos séculos”, a Igreja no Céu descerá e se juntará à Igreja na Terra, em  “Novos Céus e Nova Terra”, sob o governo universal e visível de Jesus Cristo.

Antes de sua morte e ressurreição, Jesus ordenou aos seus discípulos a Santa Ceia (Mateus 26.26-29). Ela representa a comunhão dos crentes em Jesus Cristo como uma família que partilha uma única mesa. Pelo sangue (morte) de Jesus Cristo, representado no vinho, os nossos pecados são apagados (eliminados), e nossa comunhão com Deus é estabelecida, gantida e mantida (Romanos 4.24-5.1; 1 João 1.7); nos tornamos filhos de Deus, e os que crêem formam uma irmandade. Esta irmandade se reune regularmente para se alimentar do Pão Vivo – Jesus Cristo (João 6.33-35), na pregação da Palavra de Deus (Mateus 4.4) ; o que também é representado no pão da Santa Ceia. Assim, santificados e fortalecidos, os filhos de Deus podem cumprir sua missão ou trabalho comum e contínuo na Terra – fazer “discípulos de todas as nações”.

Após a ascensão de Jesus Cristo, em obediência à própria determinação de Jesus, os discípulos ficaram em Jerusalém, aguardando o cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo. Esta congregação, a princípio, se reuniu em um cenáculo, e depois se reunia frequentemente no Templo para orar e louvar a Deus.  Logo a congregação se tornou constituída de aproximadamente 120 pessoas, e sob a liderança de Pedro, elegeu apóstolo um discípulo chamado Matias, em lugar de Judas (Lucas 24.44-53; Atos 1).

Após o cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, em uma estraordinária resposta a pregação cristocêntrica feita pelo apóstolo Pedro, a congregação em Jerusalém cresceu para mais de 3000 membros, que foram logo batizados (Atos 2.37-41).

Provavelmente, outros vários cenáculos em Jerusalém e arredores abriram suas portas para hospedar as várias e contínuas reuniões em grupos menores; onde e sob a liderança dos apóstolos, crentes-discípulos eram doutrinados, exerciam a comunhão e partiam o pão (certamente incluindo a Santa Ceia) e oravam (Atos 2.41-42).

Uma tão grande congregação, constituída também de muitos não residentes em Jerusalém, não só dentre os primeiros 120 discípulos aproximadamente, mas também dentre os quase 3000 mil convertidos em face da pregação de Pedro, certamente demandava um logistica apropriada; e isto significa, além de vários locais de reuinão, uma estratégia para suprir necessidades, principalmente de alimentos. E, isto também aconteceu, não motivado por uma imposição, mas por uma alegre e amorosa disposição, comum à maioria dos crentes-discípulos de Jesus Cristo na primeira igreja da Nova Aliança, em Jerusalém. Eles, “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.  Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.” (Atos 2.44-45).

Estes crentes se reuniam em casas e também no Templo de Jerusalém; a igreja ou congregação dos crentes-discípulos de Jesus Cristo era notada na cidade, especialmente por sua “alegria e singeliza de coração”, e “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos  (Atos 2.46-47).

Os apóstolos pregavam publicamente em Jerusalém, especialmente no Templo (Atos 3); e, apesar da simpatia do povo (Atos 2.47), as autoridades religiosas judaicas, incomodadas pela pregação que anunciava, “em Jesus, a ressurreição dos mortos”, prenderam Pedro e João (Atos 4.1-3).

Pedro e João foram presos, entretanto, a igreja em Jerusalém countinuou crescendo, e logo chegou a contar com aproximadamente 5000 homens (Atos 4.4). Quando Pedro e João foram soltos, e relataram aos “irmãos” as ameaças das autoridades religiosas, a igreja demonstrou quão comprometida estava com a pregação do Evangelho em Jerusalém, louvando a Deus por haver cumprido sua promessa de Redenção em Jesus Cristo, e pedindo a Deus poder para com intrepidez continuar anunciando a Palavra do Evangelho de Jesus Cristo (Atos 4.23-31).

A congregação cresceu, e o amor, a comunhão e a graça também (Atos 4.32-35). Porém, não obstante o domínio e prevalência do amor, comunhão e graça, o pecado pecado se manifestrou naquela saudável igreja em Jerusalém; e isto era de se esperar; afinal, a Igreja na Terra, diferente da que já está no Céu, é constituída de homens e mulheres ainda passíveis de pecar.  O pecado cometido por Ananias e Safira é a falsificação de uma prática (já mencionada) não imposta, mas espontânea, que revela intensidade do amor que caracterizava a comunhão que havia na igreja em Jerusalém. O pecado de Ananias e Safira foi desprezo, descaso para com o que Deus, mediante o Espírito Santo estava operando na igreja redimida por Jesus Cristo, em Jerusalém. Ananias e Safira tentaram introduzir algo falso na igreja, onde a verdadeira obra da redenção estava se manifestando em grande poder. Eles se atreveram a mentir, não somente perante a igreja, mas perante o Espirito, Deus. Por isso foram punidos diretamente por Deus, de uma maneira incomum, como os sacerdotes que trouxeram “fogo estranho” para o Tabernáculo (Levítico 10.1-3), morte imediata.

A igreja em Jerusalém countinuou a crescer (Atos 5.14), à medida em que os apóstolos, mesmo sob ameaça das lideranças da cidade, “no Templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (Atos 5.17-18, 40-32).

Devido ao grande e rápido crescimento da igreja, a prática de assistir aos necessitados, especialmente de alimentos, se tornou deficiente. Então, sob a liderança dos Doze Apóstolos, entendendo que os Doze deveriam continuar se dedicando especialmente à pregação do Evangelho publicamente e ao ensino dos crentes ou discípulos, a igreja elegeu sete homens para corrigir as falhas e dar continuidade à administração das necessidades, “servir às mesas” (Atos 6.1-6). E a igreja continuou crescendo extraordinariamente (Atos 6.7).

Enfim, o ritmo do crescimento da igreja em Jerusalém foi contido, e a beleza de sua comunhão foi dissipada, não propriamente no sentido de fazer desaparecer, mas espalhar (embora não fosse este o intento dos adversários). Após o martírio de Estêvão, um dos eleitos para “servir às mesas”, e também pregador do Evangelho, uma grande perseguição veio contra a igreja em Jerusalém, que foi dispersa “pelas regiões da Judéia e Samaria (Atos7.54-8.2). Filipe, outro dentre os sete eleitos para “servir às mesas”, e pregador, como Estêvão, pregou na cidade de Samaria, e batizou os que creram, deixando estabelecida alí uma igreja (Atos 8.12), confirmada depois, por Deus, diante dos apóstolos Pedro e João,  em um derramamento do Espírito Santo, semelhante ao que antes ocorrera em Jerusalém.

Depois de pregar o Evangelho em outras diversas cidades, Filipe chegou a Cesaréia (Atos 8.40). É possível que alí, Filipe tivesse direcionado sua pregação principalmente a judeus e samaritanos; porém, logo Deus levou Pedro à casa de um gentio chamado Cornélio, também morador de Cesaréia que, havendo reunido outros vários gentios, esperava por Pedro (Atos 10.24). Pedro lhes pregou o Evangelho de Jesus Cristo (Atos 10.34-43); e, quando Pedro estava chegando ao fim de sua pregação, repentinamente, “também sobre (aqueles) gentios foi derramado o dom do Espírito Santo”, como antes havia ocorrido em Jerusalém, e depois em Samaria (Atos 10.45). Pedro não teve dúvida, “ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10.48). Ao sair de Cesaréia, Pedro deixou alí uma igreja, agora constituída basicmante de gentios convertidos à fé em Jesus Cristo. Depois disto, ainda que muitos dos crentes-discípulos dispersos concentrassem seu testemunho de Jesus entre os judeus, alguns avançaram, anunciado o Evangelho de Jesus Cristo também aos gentios, até a cidade de Antioquia, da Síria (Atos 11.19-21).

Nesse tempo, apesar da perseguição e dispersão, havia em Jerusalém uma igreja numericamente mais modesta e materialmente mais pobre, porém ainda fiel, e que revelou seu compromisso com a Grande Comissão de Jesus, enviando Barnabé à cidade de Antioquia, para promover a organização e consolidação da igreja (Atos 11.22-24). Em Jerusalém, Barnabé já havia promovido a aproximação entre os apóstolos e Saulo, outrora duro perseguidor da Igreja, então convertido à fé em Jesus Cristo (Atos 8.1; 9.1, 17-20, 26-27). Trabalhando em Antioquia, Banabé foi a Tarso e trouxe Saulo para ajudá-lo em Antioquia, e alí permaneceram um ano ensinando e pregado (Atos 11.25-26). A igreja em Antioquia, ao saber dos sofrimentos da igreja em Jerusalém e Judéia, enviou ajuda (Atos 11.27-30), e depois tornou-se um importante centro de atividades missionárias (Atos 13.1-3).

A partir de então, Paulo e seus companheiros, em diversas cidades, pregaram o Evangelho, batizavam os crentes e suas famílias (Atos 16.11-15, 27-33), e organizavam igrejas com os seus presbíteros que haveriam de substituir os Apóstolos, se dedicando ao ministério da pregação e ensino da Palavra, e seus diáconos que deveriam “servir às mesas”, como os “sete” eleitos antes en Jerusalém (1 Timóteo 3.1-13).

Concluindo, cada crente deve ser membro de uma fiel Igreja de Jesus Cristo; porque igreja não é uma invenção do homem é um eterno propósito de Deus, uma instituição de Jesus Cristo (Mateus 16.18; 1 Pedro 2.4-10), uma consequência, resultado ou fruto, necessário e inseparável, da obra da Redenção que Deus está realizando entre as nações. 

Cada crente deve ser membro de uma fiel Igreja de Jesus Cristo; também porque, para o pecador, ser redimido ou salvo significa e implica em entrar e participar imediatamente na comunhão dos filhos de Deus na Terra. Porque deveria alguém que despreza a comunhão do filhos de Deus na Terra, esperar que participará da comunhão dos filhos de Deus no Céu?

Se alguém professa fé em Jesus Cristo, mas deliberadamente se mantém fora, afasta-se, ou conserva-se na periferia da Igreja (e mais especificamente de uma fiel congregação local da Igreja universal de Cristo), sua profissão de fé é falsa; pois o Evangelho de Jesus Cristo é o Evangelho da reconciliação dos homens com Deus (2 Coríntios 5.19). Manter-se fora, afastar-se, ou conservar-se na periferia da Igreja é rejeitar ou desprezar a ordenança de Jesus quanto ao batismo e Santa Ceia, o significado e eficácia destes.

Não é possível que alguém, de fato, creia em Jesus Cristo e seja a lheio e indiferente à missão, sofrimentos, perigos  e necessidades da Igreja, que Jesus ama e resgatou com o seu precioso sangue (Efésios 5.25; 1 João 3.16).

Nota: Brevemente publicaremos a continuação desta matéria, respondendo as seguintes perguntas:
Por que uma “fiel” Igreja?
O que caracteriza uma igreja infiel?
Como evitar que uma igreja se torne infiel?
Como restaurar uma igreja que se tornou infiel?
O que é uma igreja fiel?