Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria

Monday, 23 April 2012

Mensagem a um Crente Ansioso por Reforma

 
Sua mensagem me causa um forte e contraditório sentimento; por um lado a grande alegria de no meio de multidões de cristãos ter encontrado mais alguém que tem cuidados semelhantes àqueles que procuro expressar através website, blog e facebook; por outro lado a profunda tristeza de, a cada dia, constatar que o diclínio das igrejas continua se agravando de forma generalizada, em muitos lugares.

Este contraditório sentimento já me acompanha por anos, ele me vem seguindo no exercício do ministério, no pastorado da igreja e no convívio com os crentes em geral. Ele não me foi trazido pela sua mensagem, mas certamente aguçado e reforçado por ela.

Contudo,  entre esta grande alegria e profunda tristeza, devo lhe dizer, que no meu coração há também uma poderosa e incontida esperança que cresce dia a dia; e esta esperança é obra do Espirito Santo, através do diligente estudo das Escrituras Sagradas que, acima de tudo, me levam a cada dia conhecer um pouco mais da infinita glória do nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, e conhecer cada dia, um pouco mais, da grandeza da obra salvadora que Deus, por milênios, vem realizando através Jesus Cristo, seu eterno e unigênito Filho.

Veja como é gloriosa a Igreja no céu que nunca diminui, mas sempre cresce como uma inumerável multidão (Ap 7.9-17). Quanto a Igreja na terra, como está sempre sob o ataque do império das trevas, em alguns tempos e lugares ela se enfraquece e diminui, e às vezes quase desaparece. Porém, este aparente enfraquecimento e diminuição, na verdade, é somente uma poda soberanamente administrada por Deus para cortar de sua Igreja os ramos que nela estão, mas não lhe pertencem, e limpar os ramos que estão frutificando para que produzam mais (Jo 15.1-8).

Quando vejo a fiel igreja diminuindo e, aquí e acolá, crentes fiéis e meio solitários como você se manifestando, vejo se cumprindo o que Deus já antecipou nas Escrituras. Como, desde o princípio da obra da Redenção, o povo (igreja) de Deus é ameaçado com perseguições, atacado por falsos ensinos e atraído por práticas perniciosas, alguns, às vezes muitos, são seduzidos e se apostatam da fé. Porém, Deus fortalece alguns fiéis pregadores e crentes que chamam toda a igreja ao arrependimento e volta, de todo o coração para Deus. Porém, a apostasia continua crescendo, o fiel remanescente, cada vez, mais isolado e manginalizado na igreja decadente. Isto aconteceu na história, da Queda ao estabelecimento de Israel, em Israel e por fim em seu remanescente Judá. O Novo Testamento antecipou que o mesmo aconteceria na história da Igreja da Nova Aliança. As Igrejas apóstatas existem hoje em todo o mundo, algumas são poderosas financeiramente e influentes política e socialmente; elas competem, perseguem e ridicularizam a fiel Igreja do Senhor, promovendo no mundo o escândalo, confusão, rejeição e suspeita contra o puro Evangelho de Jesus Cristo.

Lembre-se da mensagem de Deus ao profeta Isaías, no dia da comissão deste profeta (Isaías 6.1-13). Após simbolizar a purificação dos pecados de Isaías por uma brasa do altar que tocou os lábios do profeta, Deus convocou o seu servo para pregar ao seu povo já cego, surdo e endurecido pela apostasia. Quando o profeta perguntou até quando ele deveria pregar sem ver arrependimento e conversão, Deus lhe respondeu: “até que as cidades fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada ...” (Isaías 6.11).

Deus compara este juízo sobre Israel (seu povo na Antiga Aliança) como algo mais radical que uma poda, era uma derrubada da árvore, para ser deixado somente o seu toco, contudo, indicando que o toco seria uma “santa semente” (Isaías 6.13). Assim, Deus anunciou o reavivamento da Igreja, que depois de longo declínio, pareceria morta, mas renasceria como vigor, o que efetivamente aconteceu e continua acontecendo na história da redenção.

Para finalizar, quero lembrar a você a mensagem do (não famoso) profeta Hanani ao rei Asa que confiava mais no que seus olhos podiam ver do que na Palavra de Deus; o profeta disse ao rei: “quanto ao Senhor, seus olhos passam por todo a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cronicas 16.9). Como quem ama ao Senhor e sua Igreja, que deseja ver a noiva (Igreja) do Senhor pura e fiel, consagre seu coração totalmente ao Senhor, e outros, não importa se muitos ou poucos, cujos corações também pertencem totalmente ao Senhor se aproximarão de você. É assim que igrejas são reformadas, avivadas ou reedificadas das cinzas, até o dia da volta do Senhor Jesus.

Muito obrigado por sua mensagem que reforçou meus sentimentos de alegria e tristeza, segundo o Espirito Santo, e pela Igreja de Deus. Muito obrigado por sua mensagem que deu ensejo a mais uma grande manifestação da esperança que igualmente vêm do Espirito Santo que em nós habita.

Friday, 20 April 2012

Quem Está Conquistando Quem: A Igreja ou o Mundo?

Se quisermos uma boa definição de “mundo”, conforme o uso que fazemos da palavra neste ensaio, basta contrastar a palavra “mundo” com a palavra “igreja”. Então, “mundo” aquí não significa o universo físico, nem o planeta Terra. Mundo significa a humanidade sem Deus, sem o conhecimento e aliança com Deus, o Criador. Mundo é um grande sistema alheio a Deus, à sua revelação em Jesus Cristo, e oposto ao propósito divino, tanto na Criação quanto na Redenção.
Por outro lado, a Igreja é a parcela reconciliada com Deus dentre a humanidade, mediante o conhecimento e acolhimento da revelação redentiva de Deus em Cristo. A Igreja é a porção da humanidade que está em aliança com Deus, reconhece a soberania de Deus em toda a Criação, e está compromissada e empenhada em conhecer e viver de acordo com a vontade e propósito de Deus, viver para a glória de Deus.
Mundo é o oposto da Igreja, tudo o que está separado ou fora da Igreja. É importante que se diga que não estamos nos referindo a uma grande hierarquia cristã (Romana, Grega ou Anglicana), nem a uma denominação ou conjunto de denominações cristãs; estamos nos referindo à Igreja de Jesus Cristo na Terra, que é um único corpo cuja cabeça é Jesus Cristo, o único Templo em que o Espírito Santo habita.
Por causa dos que morrem e vão para a Igreja que está no céu (até a volta Jesus) e dos que dia a dia ingressam na Igreja em decorrência da pregação do Evangelho de Jesus Cristo, a totalidade da Igreja na Terra é variável;  porém, a Igreja é a totalidade dos homens e mulheres que professaram sua fé em Jesus Cristo e foram batizados (acompanhados de seus filhos); estas famílias constituem inúmeras congregações (igrejas). Estas igrejas ou congregações reconhecem que as Escrituras Sagradas (as quais preservam e comunicam o Evangelho de Jesus Cristo) são em sua totalidade a Palavra de Deus e, por isso, se reunem regularmente para ouvir a sua pregação ou ensino. Estas congregações também se submetem à direção e governo desta fiel pregação ou ensino da Palavra de Deus e mantêm esta comunhão através da criteriosa celebração da Ceia do Senhor (Santa Ceia), o que demanda o amoroso e fiel exercício da disciplina cristã.
Estas igrejas e seus membros estão na terra, nas cidades ou no campo, entre todas as nações, junto com a humanidade rebelada contra Deus; entretanto, a Igreja (a porção da humanidade reconciliada com Deus) e o mundo (humanidade rebeleda contra Deus) estão separados.    É verdade, a Igreja (ou as igrejas que a constituem na Terra) e o mundo competem. A Igreja quer conquistar o mundo, isto é, subordinar o mundo à soberania de Deus e à liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8.20-21ç Colossenses 1.13). Porém, o mundo também quer conquistar a Igreja para a rebelião contra Deus e escravidão ao pecado (Efésios 2.1-3).
A Igreja tem basicamente dois meios de conquista: a demonstração (seu modo de viver ordenado conforme a Palavra de Deus), e a proclamação (a pregação da Palavra de Deus, o Evangelho, ao mundo). A Igreja não pode optar por usar um ou outro meio; ela tem que usar ambos para conquistar o mundo. O mundo tem basicamente três meios gerais de conquista: a perseguição (principalmente pelo controle de instituições como o estado e a religião), a sedução (através do uso do progresso econômico e científico) e a sistematização ou conformação (através da influência na educação e legislação).
Agora podemos responder a nossa pergunta e tema: Quem conquista e quem está sendo conquistando: A Igreja ou o Mundo? É a Igreja que conquista os que estão no mundo para a reconciliação com Deus e a liberdade dos filhos de Deus? Ou é o mundo que conquista a Igreja para a rebelião contra Deus e da escravidão ao pecado?
Para responder esta pergunta, consideremos primeiro como o mundo tem usado os seus meios de conquista. A perseguição já foi muito usada na História da Igreja, Missões, Reforma e Missões Modernas; porém, nos lugares onde a Igreja logrou estabelecer-se, a perseguição é velada e rara. Contudo, nestes lugares onde a Igreja está estabelecida, o mundo tem usado com grande eficiência os outros meios de conquista, a sedução e a sistematização.
Um bom exemplo do uso desses meios de conquista é o grande sucesso com que mundo vem usando a sedução e a sistematização para substituir o relacionamento conjugal (casamento) pela atração (paixão) sexual. O relacionamento conjugal criado por Deus na obra da Criação e redimido por Deus na obra da Redenção (a redundância é proposital), une sexualmente um homem e uma mulher (até que, com tristeza, a morte os separe). O relacionamento conjugal (casamento) consiste, é baseado e iniciado em uma aliança de amor entre um homem e uma mulher, perante Deus, o Soberano Criador. Esta aliança proporciona e proteje mais do que simplesmente o relacionamento sexual, mas também a integridade física, mental, social e espiritual dos cônjuges, e não somente dos cônjuges, mas também de seus filhos (que são o mais importante fruto e alegria provenientes de seu relacionamento sexual).
A atração ou paixão sexual é um acordo temporário que pode ser unilateralmente desfeito, em qualquer momento. A atração sexual não é baseada no amor que, entre outras magníficas qualidades, “não procura os seus próprios interesses” (1 Coríntios 13.5) e “jamais acaba” (1 Coríntios 13.8). É importante observar que o mundo se recusa a chamar a atração sexual pelo seu próprio nome ou algum verdadeiro sinônimo (paixão ou desejo); ele insiste em chamar a atração sexual de amor. Para enganar os incautos, o mundo tira até o adjetivo “sexual”, e faz da palavra amor um sinônimo da relação sexual, como acontece na expressão “fazer amor”.
O mundo usa todos os recursos possíveis de sedução e sistematização para conquistar a Igreja pelo poder da atração sexual. Ele implanta um modelo de progresso econômico que ignora a natural e histórica importância da família (que começa no casamento) no estável e contínuo desenvolvimento econônico de um povo por outro modelo, baseado principalmente no estímulo ao consumo egoísta e desenfreado; ou seja, ele tira o foco dos interesses da família para o estímulo individual ao consumismo.
O mundo usa a música, teatro, cinema e televisão (em algumas situações, até esportes) para promover a nudez, culto do corpo e estilos de vida sexualmente orientados. O mundo usa a moda para inflamar a sensualidade, e usa os recursos da ciência para evitar ou curar as doenças decorrentes da promiscuidade sexual, e contornar as dificuldades surgidas em um relacionamento sexual não protegido pelo casamento, como os “filhos indesejaveis”.
Se não bastassem estes variados recursos financiados pela prosperidade econômica e viabilizados pelo avanço científico, o mundo também vem usado habilmente os meios de sistematização, ou seja, a educação e legislação. Através da educação, que não está restrita à escola, mas se utiliza dos diversos meios de comunicação como Televisão e Internet, o mundo vai solidificando padrões de vida (especialmente em matéria de sexo) que são contrários aos propósitos de Deus, estabelecidos na Criação e reiterados em sua Palavra, as Escrituras Sagradas.
Quanto mais civilizado o mundo estiver ou parecer, mais eficaz ele será nas suas tentativas de resistir àconquista da Igreja e de conquistar a Igreja. O mundo, quando consegue obter e passar a imagem de civilizado, é contra o roubo de propriedade, contra a violência e o homicídio que também são contrários à Lei de Deus. Entretanto, em matéria de sexo, casamento e família, o mundo consegue, ao mesmo tempo, contrariar profundamente os desígnios de Deus e agradar amplamente o homem, de modo que possa manter satisfeita a humanidade rebelada contra Deus e atrair e seduzir a própria Igreja de Deus.
Ao final, todo sistema rebelado contra Deus reencontra o caos; o roubo, a violência e o homicídio crescem, até que dominem. Os ocultos poderes espirituais do mal que controlam o mundo (Efésios 6.11-12), por algum tempo, para consolidar seus alvos de sedução e sistematização, tambem controlam ou mascaram a manifestação do roubo, violência e homicídio; uma vez consolidada essa conquista, essas pragas começam a operar em grande escala.
Todo sistema rebelado contra Deus é auto-destrutivo, o mundo é auto-destrutivo. Todos os valores, conceitos, e regras contrários aos princípios de Deus, estabelecidos na Criação e confirmados na sua Palavra, são auto-destrutivos. Sexo dissociado ou desvinculado do casamento (casamento conforme a Palavra de Deus) subestima e destrói a família que, sendo redimida em Cristo Jesus, se torna geradora de indivíduos que amam a justiça, e, por isso, odeiam o roubo, a violência e o homicídio.
Quando o processo de educação que contraria os princípios e propósitos de Deus já está suficientemente consolidado, o mundo começa a estabelecer leis contrarias à natureza, razão bom senso e à Palavra de Deus. É neste ponto que o meio de conquista pela perseguição da Igreja (antes abandonado por causa da conquista e estabelecimento da Igreja) pode voltar; como já temos visto acontecer nos últimos anos, cada vez mais frequentemente.
E a igreja, como ela está realizando a sua conquista do mundo? Quando a Igreja fielmente usa seus meios de conquista, a demonstração (obediência à Palavra de Deus) e proclamação (pregação da Palavra de Deus), estes próprios meios contribuem para o sucesso da conquista da Igreja; porque:
§   Atraem, apelam e convencem todos aqueles em quem o Espírito Santo remove o ódio e a rebeldia contra Deus;
§   Mantêm fora da igreja os que em seus corações se permanecem rebelados contra Deus.
Entretanto, se ou quando a Igreja, em algum tempo ou lugar, perde o amor (a Deus e ao próximo), deixando de ser obediente à Palavra de Deus e abandonando a fiel pregação da Palavra de Deus (Apocalipse 2.1-7), o mundo seduz essa igreja, nela se infiltra e cresce dentro dela. Por fim, o mundo, crescendo dentro daquela Igreja, rompe sua última e fina camada (casca); e, pelo menos naquele tempo ou lugar, o mundo completa sua conquista; e a Igreja pode desaparecer.
Considerando, o evangelho que a Igreja contemporânea está pregando (diluído da doutrina bíblica da salvação, descentralizado do Cristo revelado na Bíblia ou apresentando um Cristo desfigurado de sua glória) e o estilo de vida da Igreja (contrário aos valores do Reino de Deus expressos por Jesus Cristo no Sermão do Monte) em geral parece que é o mundo quem está conquistando, especialmente no mundo ocidental, em que ainda vê vestígios de uma “cultura cristã”.
A Igreja pode retomar a posição de conquistadora; porém, para isto, ela precisa voltar a usar os seus meios de conquista: a demonstração e a proclamação; contudo, isto somente acontecerá se a Palavra de Deus de voltar ao seu lugar único e absoluto na vida da Igreja.
Quando a Igreja ama a pregação ou ensino da Palavra de Deus, ela resiste às armas de conquista do mundo (perseguição, sedução e sistematização). Restaurada a pregação da Palavra de Deus ao seu lugar primordial, a Igreja hoje precisa ter especial cuidado com sedução e a sistematição, e especialmente em matéria de sexo, casamento e família, áreas em que a Igreja tem se mostrado mais vulnerável. A Igreja (e cada crente) precisa ter muito cuidado com a música que ouve, ao que vê e ouve no cinema, teatro, televisão, e internet. A Igreja ter cuidado com tudo o que ouve ou lê (venha do jornalismo ou da universidade).
A igreja e suas famílias precisam recuperar a santidade do processo de preparação para o casamento dos seus filhos; pois muitos jovens, ao invés de conquistadores, têm sido conquistados e feitos escravos pela imoralidade sexual.
A Igreja ocidental contemporênea está seduzida pelas promessas de saúde perfeita e riqueza (que partem da maioria de seus próprios pregadores), e seduzida pela expectativa de ser grande e aprovada pelo poderosos do mundo. Muitos na Igreja pensam que a Igreja está conquistando o mundo; mas é o mundo que está conquistando a Igreja. A Igreja somente voltará a conquistar o mundo, se ela mesma for novamente conquistada pelo amor, apreço, desejo, fome e sede da Palavra de Deus.

Saturday, 24 March 2012

Pode Alguém Ter Certeza de que a Bíblia É a Palavra de Deus?

Que cada um e todos os livros da Bíblia chegaram até nós, em nossos dias, plenamente preservados, disto não há a menor duvida. Existe uma ciência, chamada Crítica Textual, cuja especialidade é reconstituir ou atestar a fidelidade de uma obra literária após um longo processo de producão de cópias, traduções e mais cópias. A Bíblia não é a única obra literária (a Bíblia na verdade é um conjunto de obras literárias) que foi objeto da Crítica Textual, mas é sem dúvida a sua campeã; pois nenhum tipo de literatura antiga possui um acervo de manuscritos tão rico quanto a Bîblia, e isto considerando os aspectos quantidade, antiguidade e qualidade destes manuscritos. A Bíblia chegou intacta ou íntegra até nós, hoje.
Não foi o povo judeu que definiu o cânon do Antigo Testamento? E depois, não foi a Igreja ou Cristandade que aceitou e absorveu o cânon do Antigo Testamento, definiu o cânon do Novo Testamento, e finalmente juntou as duas coleções que formam a Bíblia? Com razão, também podemos perguntar não foram estes escritos que por seu próprio caráter e poder persuasivo impressionaram primeiramente os judeus e depois o cristãos, de modo que se radicaram em suas história, cultura e fé, de modo a formar um Cânon?
Como podemos acreditar que o que homens como Moisés, Samuel, Daví, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel (Antigo Testamento) ou Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo e Pedro (Novo Testamento) escreveram é a Palavra de Deus?
Podemos acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus apesar das contradições entre a Bíblia e a ciência, ou, mais precisamente, entre a Bíblia e diversas teorias científicas? As radicais mudanças de comportamento que vão se estabelecendo nas sociedades contemporâneas, sob a aprovação de ciências como psicologia e sociologia, e da ciência juridica, não se constituem em um direto desafio à nocão de que a Bíblia é a Palavra de Deus? Porém, precisamos do aval da ciência para acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus?
Podemos apresentar evidências morais de que a Bíblia é a Palavra de Deus; entretanto, há outras literaturas religiosas e não religiosas que também mostram elevadas características morais, sem contudo demandarem o reconhecimento de que são Palavra de Deus.
Podemos encontrar e listar algumas evidências lógicas de que a Bíblia é a Palavras de Deus; e, além disso, podemos tambem apelar para evidências arqueológicas que confirmam a credibilidade da Bíblia; e, consequentemente, que ela é a Palavra de Deus. Também podemos demonstrar através de uma seqüência de extraordiários cumprimentos proféticos, na História, que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Embora possamos estar convictos de que a Bíblia é a Palavra de Deus pelo testemunho interno do Espirito Santo, temos que reconhecer que este testemunho é subjetivo, e comum somente aos que crêem nisto.
Entretanto, a maior prova de que a Bíblia é a Palavra de Deus está nela mesma ou é ela mesma, é o seu teor, a sua própria mensagem, o seu foco, o seu assunto principal, o seu tema - Jesus Cristo. É por sua forma progressiva, consistente e conclusiva como apresenta Jesus Cristo que somos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Não é pelo testemunho de uma pessoa ilustre, um “santo homem” ou um profeta isoladamente (João 5.33-34), não é pela tradição judaica, nem pelos concílios da Igreja que cremos que  na Bíblia como a Palavra de Deus. Isto também não depende da aprovação de qualquer ciência (1 Coríntios 1.18-25). É tão somente pela própria Bíblia, no modo como ela revela Deus, em Jesus Cristo, reconciliando consigo o mundo (2 Coríntios 5.19), que somos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
A Bíblia começa precisamente afirmando que todo o universo é criação de Deus (Gênesis 1.1), e que o homem, Deus também o criou, à Sua própria imagem e semelhança (Gênesis 1.26-27); a partir daí, a Bíblia é sobre a obra de Deus na redenção do homem e, consequentemente, de toda a Criação (Gênesis 3).
Jesus Cristo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento, Ele é o Salvador (Redentor) prometido; no Novo Testamento, Ele é o Redentor já vindo, presente. Jesus Cristo é mencionado na Bíblia como existentente antes de qualquer criação, e ativo na própria Criação, conforme pressuposto no plural do verbo “criar”, no Livro de Gênesis, e confirmado no Evangelho de João (Gênesis 1.26; João 1.1-3). A “árvore da vida” cujo fruto tem o poder de dar ao homem a vida eterna é o mais remoto símbolo de Jesus Cristo (Gênesis 2.9; 3.22), que no Evangelho de João é apresentado  como a fonte de luz e vida para o homem (João 1.1-4; 11.25). Jesus é mencionado logo no princípio da História da Redenção, como o Redentor (Gênesis 3.15; Hebreus 2.14; Apocalipse 12.9-11); e até o modo como Jesus Cristo redime o pecador é indicado – o derramamento de seu próprio sangue (Gênesis 3.21; 4.4; João 1.29; Efésios 1.5-7).
Jesus é visto, através dos séculos, acompanhando a redenção do povo de Deus; pois Ele é o Anjo (mensageiro de Deus) que em suas manifestações anteriores à encarnação do Verbo (João 1.1-3,14) é mencionado como Deus, ou recebe adoração como Deus: Ele é o Anjo ou Homem que se manifestou aos patriarcas Abraão e Jacó (Gênesis 18 e 19; 32.22-30), o Anjo que acompanhou a nação em sua peregrinação (Êxodo 32.30-33.23), o Anjo que se manifestou a Gideão (Juízes 6.22), e o quarto “homem” visto na fornalha, junto com o três amigos do profeta Daniel (Daniel 3.24-25).
Jesus Cristo é o grande foco e esperança dos profetas: o “Emanuel” (Deus Conosco) filho de uma virgem (Isaías 7.14), o menino que haveria de tornar realidade o próprio reinado de Deus sobre o seu povo, chamado “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade” e “Príncipe da Paz” (Isaías 9.6), do prefeta Isaías. Jesus é o “Servo do Senhor” o “Justo” que sofre pelos pecados dos homens e os justifica, tão ricamente descrito pelo profeta Isaías (Isaías 52.13-53.13). Jesus é o “Renovo de Daví, também chamado “Senhor, Justiça Nossa” do profeta Jeremias (Jeremias 23.5-8). Jesus é o Rei-Pastor do povo de Deus, antevisto pelo profeta Ezequiel (Ezequiel 34.23-24; 37.24-25). Jesus Cristo é o “Filho do Homem” que vêm do céu, para reinar sobre todos os povos e nações, cujo reino é eterno, e jamais será destruído, das visões do profeta Daniel. Jesus é o Rei de Israel “cujas origens são desde a eternidade”, do profeta Miquéias (Miquéias 5.2), o “Rei justo e salvador e humilde” do profeta Zacarias (Zacarias 9.9), o Senhor, o desejado “Anjo da Aliança” que vem, do profeta Malaquias (Malaquias 3.1).
Jesus é mencionado simbolicamente de diversas maneiras no Antigo Testamento: No “cordeiro da Páscoa” (1 Coríntios 5.7), na rocha da qual saiu água (1 Coríntios 10.1-4), no maná (João 6.48-58), no tabernáculo (João 2.13-22), no fio escarlata que identificou Raabe e sua família como os únicos habitantes de Jericó a serem poupados (Josué 2.12-19), nos ofícios do rei, do sacerdote e do profeta que, como pastores, apascentaram o povo de Deus.
No Novo Testamento, Jesus é Profeta que culmina e finaliza a Palavra de Deus aos homens (Hebreus 1.1-3), o Sacerdote que, não simbolicamente, mas de fato, salva os pecadores, pois de fato expia as suas culpas com o seu próprio sacrifício (Hebreus 7.22-27). Ele é o Rei onipotente que, em sua morte e ressurreição assumiu o seu reino, iniciando e ordenando uma conquista que será absolutamente vitoriosa (Apocalipse 7.9-17; 22.1-5). Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus que, no tempo e espaço assume a natureza humana e os os três ofícios mencionados para cumprir plenamente todos os propósitos redentivos de Deus.
Jesus é Deus, mais precisamente o eterno e unigênito Filho de Deus (João 1.1-3,14). Jesus jamais negou, mas confirmou, que é Deus (João 8.56-58). O conjunto das obras de Jesus Cristo, inclusive as que foram (de fato) realizadas em Seu nome, revelam que Ele é Deus (João 10.24-25; 14.8-12). Jesus Cristo, Deus Filho é o principal e eterno objeto do amor de Deus Pai (João 3.35; 5.20; 10.17; 17.24); por isto, Jesus é também a maior prova do incomprensível amor de Deus por nós, pecadores (João 3.16).
Jesus Cristo, como o único e verdadeiro sacerdote dos homens indicado e aprovado por Deus Pai, morreu por nós; porque o salário (justa retribuição) dos nossos pecados é a morte (Romanos 6.23). Porém, Jesus também ressuscitou, e assim nos justificou (Romanos 4.25), e voltou à sua eterna posição glória, junto ao Pai (João 17.4-5). Entretanto, Ele não nos deixou sós, Ele enviou Deus, o Espírito Santo, que é eternamente procedente dEle e do Pai, para estar conosco até a consumação da obra da redenção (João 14.16-18; 15.26), na volta de Jesus Cristo, ressurreição dos filhos de Deus, e estabelecimento de Novos Céus e Nova Terra.
A Bíblia é sobre Jesus Cristo, tudo o que podemos saber sobre Jesus Cristo nos vem da Bíblia. Jesus é a própria Palavra de Deus, em pessoa; Ele é Deus em forma ou natureza humana, Deus fazendo-se ou tornando-se visível e compreensível ao entendimento linguagem e sentidos humanos, como jamais poderia ser de qualquer outra forma.
Conhecer a Bíblia é conhecer a Jesus Cristo; e conhecer a Jesus é conhecer a Deus (João 14.7-9), e entrar em relacionamento com Deus, no eterno relacionamento de amor com Deus (João 14.20-21).
A Bíblia é a Escritura Sagrada, a Palavra de Deus preservada em forma escrita. Jesus Cristo é o assunto da Bíblia, o seu grande, ou melhor, o seu único tema (João 5.39; Apocalipse 19.10). Podemos apresentar muitas evidências de que a Bíblia é a Palavra de Deus; entretanto, a maior, a prova final de que Deus, na Bíblia, verdadeiramente fala com os homens é Jesus Cristo (João 3.33).
Quem percebe que o foco da Bíblia é Jesus Cristo, que a revelação e testemunho de Jesus Cristo é a razão da progressiva, consistente e conclusiva unidade da Bíblia, enfim, quem (através da Bíblia) vê a glória de Deus em Cristo Jesus (2 Coríntios 4.6), não tem dúvida – Deus fala com os homens, a Palavra dEle em forma escrita é a Bíblia; ela é o único testemunho escrito da Palavra Viva e Pessoal de Deus – Jesus, o Cristo.

Thursday, 16 February 2012

Israel Não Deixou o Egito e Cristãos Voltam às suas Origens Pagãs

Sob a liderança de Moisés, o povo de Israel saiu dos limites territoriais do Egito, mas levou o Egito em seu coração. Em Êxodo 16.3 vemos uma das primeiras provas de que o Egito permanecia no coração de Israel; quando o povo se lembrou das “panelas de carne” e de que “comiam a fartar” no Egito. Em face da demora de Moisés em voltar do Monte Sinai, onde estava recebendo a Palavra de Deus para comunicá-la a Israel, o povo iniciou o culto a um bezerro de ouro, inspirados na religião Egípcia (Êxodo 32.1-6). Diante dos desafios da conquista da “terra prometida” o povo de Israel desejou voltar para o Egito (Números 14.1-4). O povo de israel saiu do Egito, mas continuou pensando como um povo escravo do Egito, escravo dos prazeres do Egito e escravo da religião Egípcia.

De modo semelhante, podemos dizer que os evangélicos brasileiros e demais latino-americanos saíram da Igreja Romana (Papal ou papista); como também são saídos do romanismo muitos evangélicos nos Estados Unidos, Canadá e Europa; estes, todavia, com um lapso de tempo maior, que remota até aos tempos da Reforma do Século XVI. Embora seja conhecida pelo nome Igreja Católica Romana, prefiro não lhe atribuir a qualidade Católica porque a Igreja Romana, na verdade, não é Católica nem no sentido de ser fiel à primitiva fé Católica, conforme expressa nos Credos Apostólico, Niceno e Atanasiano.

Portanto, em sua maioria, os evangélicos brasileiros são diretamente oriundos da Igreja Romana, ou o são indiretamente, isto é, são filhos, netos ou ainda descendentes mais distantes de romanistas. Assim como aconteceu com os filhos de Israel no passado, continua acontecendo em nossos dias, especialmente nas últimas dacadas, os romanistas deixam a Igreja Romana; mas a Igreja de Roma continua em seus corações, ou seja, os fundamentos de seus pensamentos, especialmente os fundamentos de sua fé, ainda são os mesmos que receberam na Igreja Romana. A própria Igreja Romana confiando na autoridade e poder vicário do seu Clero, rejeitou a prática do ensino da Palavra de Deus ao povo; por isso, ela cresceu e se expandiu assimilando fundamentos de religiões pagãs.

Nas útimas décadas, muitos evangélicos descobriram um meio de crescer mais rapidamente, este meio é não pregar o Evangelho, mas “contar milagres”. Pregar o Evangelho requer o conhecimento e a fidelidade à Palavra de Deus, implica na declaração de verdades que o homem rejeita do fundo de seu coração rebelado contra Deus, e requer também a ação convencedora do Espírito do Santo para que alguém responda positivamente ao chamado da fé em Jesus Cristo somente, para que seja salvo. Entretanto, é muito triste constatar que a maioria dos crentes não consegue perceber que “contar milagres” não é pregar o Evangelho.

Quando os verdadeiros pregadores do Evangelho se tornam escassos, e se multiplicam os “contadores de milagres”, multidões permanecem ignorantes quanto ao Evangelho, a doutrina da salvação. Os “contadores de milagres” falam de coisas excitantes que todas as pessoas gostam de ouvir, em parte pela curiosidade e, em parte, pela possibilidade e expectativa de que o mesmo lhes aconteça.
 
Não se anuncia o nome de Jesus Cristo, como são anunciados os nomes dos deuses, espíritos e santos da religiões, ou seja, falando dos atos sobrenaturais ou milagres que estes (deuses, espíritos e santos) estão realizando. Jesus Cristo somente é fielmente anunciado através das Sagradas Escrituras (a Bíblia). A Bíblia é, do começo ao fim, sobre Jesus Cristo; ela é o documento (ou documentário) que Deus ordenou que fosse escrito da História e Doutrina da Salvação, desde a Criação do homem (por Deus), Queda do Homem (rompimento da relação do homem com o Criador) e a primeira promessa do envio do Salvador (Gênesis 3.15), até ao cumprimento desta promessa, na vinda de Jesus Cristo, o eterno e unigênito Filho de Deus, em carne (forma, corpo ou natureza humana).
 
Pregar o evangelho com base nos atuais milagres dos chamados “missionários e apóstolos” é um absurdo que nenhum verdadeiro crente deveria aceitar ou tolerar; essa prática tão difundida em nossos dias e que ocupou os espaços possíveis no rádio e TV é um insulto e desafio à verdade; essa prática consiste em:
§   Uma estratégia infiel para tirar proveito da mentalidade superticiosa do homem, que a Igreja Romana usou no passado e continua usando hoje, alimentando assim a supertição própria do pecador, pois está separado de Deus;
§   Desprezo à Bíblia, o precioso e perfeito documento da Fé Cristã que Deus teve o cuidado de ordenar, viabilizar (mediante a inspiração do Espírito Santo), e preservar, para dar o mais básico e acurado conhecimento da Salvação, mediante a fé em Jesus Cristo (2 Timóteo 3.14-17; 1 Pedro 1.16-21).
 
Somente uma imersão profunda e permanente nas Escrituras Sagradas poderia mudar esta situação – evangélicos que deixaram a Igreja Romana; porém suas mentes permanecem escravizadas ao romanismo. Crentes instruídos na Palavra de Deus jamais dariam audiência aos “contadores de milagres”. Porém, este é um desafio ainda maior nesta era de fantásticas “máquinas” de fazer e trazer sons e imagens espetaculares. Estas avançadas tecnologias de sons e imagens (dolby digital e 3D) têm tornado as pessoas cada vez mais voltadas para um mundo virtual, em que o examinar e pensar são substituídos pelo sentir. Não é sem motivo que paradoxalmente, nesta era do maior avanço tecnológico, o interesse pelo misticismo cresce de modo impressionante, tanto fora quanto dentro da igreja. Neste contexto, de modo geral, as pessoas estão se tornando cada vez mais indispostas para ouvir ou receber a proclamação oral da Palavra de Deus, e para ler e estudar a Palavra de Deus. Entretanto, a fé salvadora somente é produzida pela Palavra de Deus, conforme aprendemos pela própria Palavra de Deus: “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo” (Romanos 10.17)
 
O chamado à fé em Jesus Cristo não é fundamentado em continuidade ou contemporaneidade de milages, mas na veracidade das Escrituras Sagradas, a Palavra de Deus. Nenhum milagre contemporâneo seria capaz de produzir a genuína fé salvadora. Por outro lado, a fé salvadora jamais seria produzida, senão atravez da Palavra de Deus. O Espirito Santo se instrumentaliza, não de “testemunhos extrabíblicos de milagres contemporâneos”, mas exclusivamente do conteúdo das Escrituras Sagradas, para salvar os pecadores, movendo-os à fé em Jesus Cristo, de quem as Escrituras são o único testemunho infalível e digno de todo o crédito (João 5.39).
 
Estevão, um dos primeiros diáconos e evangelista da primitiva igreja em Jerusalém declarou que os filhos de Israel que saíram do Egito, mas “em seus corações, voltaram para o Egito” (Atos 7.39). É importante observar que a volta do povo de Israel ao Egito “em seu coração”, conforme o próprio Estevão observou,  está relacionada com o fato daquele povo haver repelido Moisés, que do Senhor “recebeu palavras vivas para no-las transmitir” (Atos 7.38).
 
Assim como Israel, em seu coração, voltou para o Egito porque repelia a Palavra de Deus, hoje também muitos cristãos têm voltado para as suas origens pagãs por rejeitarem a Palavra de Deus. Os crentes hoje querem que seus pastores preguem sermões que sejam curtos, bem-humorados ou com excitantes “testemunhos de milagres”, não exigem que os pregadores sejam fiéis anunciadores de “todo o designio de Deus” revelado nas Escrituras, como o apóstolo Paulo fazia (Atos 20.27). Os crentes não lêem ou estudam diligentemente as Escrituras, preferem “se edificar” ouvindo “música gospel”. As famílias não mais se reunem regularmente para a leitura da Palavra de Deus e oração, pois as exigências do trabalho e a necessidade de relaxamento e lazer estão absorvendo completamento o seu tempo.
 
Roguemos a Deus que Ele renove graciosa e abundantemente a unção de Seu Espírito sobre a sua Igreja hoje, para que nela haja anseio pela Palavra de Deus, para que novamente a Palavra de Deus nela habite ricamente (Colossenses 3.16) e remova do coração do povo que é chamado pelo santo nome do Senhor toda afeição, saudade, pensamento e servidão aos deuses do seu passado idólatra.
 
Somente assim seremos novamente igreja forte, como uma “cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14), talvez menor pela deserção dos que não “suportarão a sã doutrina” ou “se recusarão a dar ouvidos à verdade” (1 Timóteo 4.1-5); porém, igreja que não é assaltada e dominada por qualquer inimigo, e que mantêm o intenso brilho da verdade em uma era de densas trevas, para promover a salvação de pecadores (não simplesmente sua mudança religiosa do romanismo para um evangelicalismo) e manifestar a glória de Deus (Mateus 5.14-16). Que o povo de Deus diga: Amém.

Conhecimento – Bem ou Mal?

Jesus certa vez disse que Deus havia ocultado certas verdades aos sábios e instruídos e revelado estas aos pequeninos (Mt 11.25-27). Paulo reconheceu que não foram chamados muitos os sábios segundo a carne (1 Co 1.26-29). Ao haver criado o homem, Deus lhe proibiu comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17). Além disso, se verifica facilmente que muitas pessoas cultas desprezam  a revelação de Deus; estas não somente se negam a reconhecer a Deus através das obras da criação, mas também se negam a reconhecer as Suas palavras nas Sagradas Escrituras.

Seria então o conhecimento um mal, ao invés de bem? Seria o saber algo que deveríamos evitar, para o nosso próprio bem? O conhecimento nos afasta de Deus? Não. Entre os mais notáveis discípulos de Jesus havia um considerável número que dominava o ofício e negócio da pesca (como Pedro e João), havia um habilidoso escriturário (Mateus), havia um respeitado teólogo (Paulo) e também um médico (Lucas). Além disso, o extraordinário conhecimento do rei Salomão fora um dom de Deus (1 Re 4.29-34).
 
O problema não é o conhecimento, mas a falta do mais importante conhecimento – o conhecimento de Deus. Este é o primeiro e mais essencial conhecimento que o homem deve desejar e buscar.

Não priorizando o conhecimento de Deus, tudo mais que o homem venha a conhecer não o leva, como deveria, a glorificar e a servir a Deus. Embora tenha sido criado à imagem de semelhança de Deus, não conhecendo a Deus, o homem não tem alguém superior a si mesmo com quem se comparar, confiar e obedecer. Então, o homem ignorando os elevados propósitos divinos, estabelece os seus próprios, por meio das experiências que faz com a sua própria vida, como também faz no reino mineral, vegetal e animal.
 
Desconhecendo a Deus, o mais elevado conceito que o homem tem de si mesmo é que ele é superior aos animais (alguns, porém, nem isto pensam). Daí, o homem pode até delirar pensando que um dia poderá ser como Deus, sem necessariamente ser santo, como são os deuses de todas as mitologias.
 
Entretanto, conhecendo Deus, o homem tem um correto e fundamental conhecimento de si mesmo, sua orígem, propósito, e alvos. Conhecendo Deus, o homem também tem um correto e fundamental conhecimento de que todas as coisas foram criadas por Deus. Assim, o homem lida construtivamente com o universo ao seu redor, reconhecendo e conduzindo toda sua vida, conhecimento, trabalho e gozo para a glória de Deus – a finalidade maior e mais digna de toda a criação.
 
O conhecimento (ciência) é muito bom. Porém, o mais importante, vital e necessário conhecimento é o conhecimento de Deus. Por isso: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6.3).

Podemos obter conhecimento de Deus observando as obras da Criação; porém somente conhecemos a Deus íntima e redentivamente através de de Sua Palavra, as Escrituras Sagradas, cujo principal propósito é revelar Jesus Cristo, o Eterno Filho de Deus, com o Pai Eterno, também criador de todas as coisas. O unigêntio Filho de Deus se fez também homem, para redimir os homens, dando-lhe o conhecimento de Deus (João 1.1-14).

Saturday, 21 January 2012

Deus Nos Deu Jesus Cristo; Mas Nós Inventamos as Religiões.

A Bíblia é também conhecida como a Palavra de Deus; o que, para alguns, é uma afirmação forte, se consideramos que o homem não vê a Deus, e que a Bíblia (a Palavra de Deus) é uma coleção de “livros proféticos”, escritos por homens, mas sob a inspiração de Deus (2 Pe 1.19-21).

Se não bastassem o próprio elevado conteúdo das Escrituras Sagradas (outra designação da Bíblia), a unidade de seus livros, a acuidade geral de seus registros (tanto quanto podem ser verificados na arqueologia e história, e a precisão de suas profecias preditivas comparadas à história, a Bíblia também impressiona e dá evidências de que é a Palavra de Deus pela progressiva e consistente revelação de Jesus Cristo, desde os seus primeiros, aos últimos livros.

Jesus Cristo está presente no plural do nome de Deus e no plural do verbo que se refere à ação criativa de Deus (Gn 1.1,26), conforme lemos no Evangelho de João (Jo 1.1-3,14). Ninguém, jamais viu a Deus, exceto no sentido em que Ele foi visto em uma Cristofania (uma manifestação visível pré-encarnada de Cristo), e a partir da encarnação do Verbo, o eterno Filho de Deus, Jesus Cristo. Jesus está presente no simbolismo da “árvore da vida”; pois, como Deus, Ele é a orígem da vida (Gn 2.9; 3.22; Jo 1.4; 11.25). Por sua morte em substituição aos pecadores e para a salvação destes (Jo 1.29), Jesus também estava presente no simbolismo do sacrifício animal para prover veste para o homem (Gn 3.21) e no sacrifício animal apresentado por Abel (Gn 4.4). Todos estes significantes indícios encontrados nos quatro primeiros capítulos do livro de Gênesis (o primeiro livro da Bíblia), são seguidos e confirmados por uma constante e progressiva revelação de Jesus Cristo, através dos demais livros do Antigo Testamento (a primeira parte da Bíblia que é constituída das promessas preparatórias para a vinda de Jesus Cristo, ou seja, a encarnação do Verbo). Esta revelação atinge o seu clímax no Novo Testamento (a segunda parte da Bíblia que testemunha o nascimento, ministério público (ensinos e milagres), morte, ressurreição, ascensão, e registra também a promessa da volta de Jesus Cristo, ao fim desta presente era de Evangelização, ou pregação do perdão divino e salvação aos pecadores dentre todas as nações, mediante a fé em Jesus).

Portanto, a Bíblia ou Palavra de Deus é toda sobre Jesus Cristo; e Ele é a mais perfeita e gloriosa revelação de Deus; afinal, Ele é o unigênito Filho de Deus (Jo 1.18). Esta é a mensagem da Bíblia: Deus deu ao mundo Jesus Cristo, Deus nos deu o seu único e eterno Filho, Jesus Cristo, como nosso único e onipotente Salvador (Jo 3.16). Porém, desde que Deus começou a revelar Jesus Cristo, o homem insiste em criar religiões. Algumas destas religiões ignoram completamente a revelação de Deus, a Bíblia; outras se apropriam de parte da revelação, mas combinam parte da revelação de Deus com o que o homem imagina sobre Deus e sobre como o relacionamento de Deus com o homem pode ser estabelecido (ou restabelecido) e mantido.

Nenhuma religião foi criada por Deus. Deus não criou a religião chamada judaísmo, nem qualquer de suas seitas. É verdade que Deus, no processo da revelação redentiva ordenou a instituição de uma nação, Israel, para que por meio dela pudesse, apesar de toda a malícia e corrupção humana, dar, preservar e difundir a sua Palavra, e preservar a linhagem do nosso Salvador, Jesus Cristo, e, por fim, no-lo apresentar e dar, em cumprimento de Sua promessa.

Deus também não criou nenhuma religião cristã, nem tão pouco qualquer de suas versões, seja a Romana, a Grega, ou qualquer outra que tenha denominação de religião cristã. Entretanto, é verdade que Deus, em Jesus Cristo, ordenou a instituição de igrejas, ou seja, congregações de todos os que nÊle crêm como o seu Salvador. Estas igrejas devem se estabelecer em ruas, estradas, bairros, cidades, províncias, e entre todas as nações, na medida em que, pela pregação do Evangelho, pessoas crêem em Jesus Cristo.

Estas igrejas devem ser fiéis guardiãs e anunciadoras da “verdade”, isto é a Palavra de Deus, cujo cerne é Jesus Cristo (1 Tm 3.14-16); e, assim sendo ou na medida em que o são, elas manifestam sua unidade universal (catolicidade), ou seja, a totalidade da Igreja de Cristo na terra, indepedentemente das distâncias, geográficas e culturais. Não é uma organização com uma administração central baseada em um só homem (Papa, Patriarca ou Arcebispo) ou mais homens (Concílio Supremo) que caracteriza a unidade da Igreja de Jesus Cristo. Esta unidade é baseada e expressa no reconhecimento de Jesus Cristo como o único Cabeça das igrejas e na fidelidade destas à Palavra de Deus, o que se materializa na fiel pregação da Palavra, fiel administração do sacramento da admissão na igreja (Batismo) e da comunhão na igreja (Santa Ceia), e no fiel exercício do pastorado e disciplina cristã.

O Novo Testamento mostra que as igrejas devem manter em prática as suas relações fraternas em Cristo Jesus; e isto se faz para promover a satisfação de específicas necessidades, como, e principalmente, guardar a pureza e unidade da fé ou doutrina (At 15), promover a pregação do Evangelho em todo lugar (Fp 4.10-20), e para atender às necessidades de socorros (2 Co 8.1-15).

Entretanto, jamais foi plano de Deus que uma igreja dominasse sobre outra, ou outras igrejas, nem que algum tipo “super pastor, bispo ou presbítero” dominasse sobre várias ou uma mega igreja. Nunca foi propósito de Deus que as igrejas se unissem para formar uma poderosa religião ou “denominação” a fim de se tornar respeitada na sociedade por sua grandeza numérica, poder financeiro e influência social ou política. A confiança na força da união do homem e sua grandeza numérica são sempre condenadas (Ge 11.1-9; 1 Cr 21) e desencorajadas (Jz 7.1-7; 1 Sm 14.6; Zc 4.6) na Palavra de Deus.

Deus nos deu Jesus Cristo; e àqueles que O recebem como seu Salvador, Deus também ordenou que formassem inumeráveis congregações que fossem a “luz do mundo”, ou, cada uma delas, como uma “cidade edificada sobre um monte” para que as pessoas as vissem e gloficassem a Deus (Mt 5.14-16).

Estas congregações de fato são a luz do mundo, não na medida em que são grandes numericamente, poderosas financeiramente ou politicamente influentes, mas na medida em que são simplesmente fiéis à Palavra de Deus, preservando a pureza da doutrina da salvação (1 Tm 3.14-16), e na medida em que, cheias do Espírito Santo, são abundantes na produção do Seu fruto (Gl 5.22-25).

Religião é diferente, seja não cristã ou cristã. Religião é uma invenção do homem que, enquanto pretende encurtar a distância entre o homem e Deus, ignorando total ou parcialmente a revelação ou Palavra de Deus e o único Salvador providenciado por Deus, busca, confia e exalta a ilusão do mérito e poder do homem, desviando-o da possibilidade de encontrar e conhecer a Deus.

Um dos grandes benefícios da Reforma do século XVI, além da volta à Bíblia e a redescoberta da pura e simples doutrina da salvação, foi encontrar o caminho da redescoberta da simplicidade e pureza da verdadeira igreja de Jesus Cristo; e, consequentemente, desmonstrar que uma igreja pode ser numericamente pequena, separada de uma super-mega-igreja-religião, sofrer ostracismo e perseguição, e, contudo ser um verdadeiro “templo do Espirito Santo” que, através da pregação do puro evangelho, atrai e conquista  pecadores que são feitos filhos de Deus.

Esta nossa geração, que é a mais globalizada de todos os tempos, não se impressiona tanto com a grandeza numérica, poder financeiro e influência política das religiões cristãs; afinal, não são poucas as outras organizações religiosas e não religiosas que são poderosas, tanto quanto, ou mais que algumas religiões cristãs. Entretanto, o Senhor Jesus disse que “não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14); e isto é o que Deus quer que a Igreja que Ele criou em Jesus Cristo seja entre os povos. As religiões não cristãs e cristãs, como invenção humana, estão no vale comum das invenções humanas. Porém, a igreja, por menor que seja numericamente, financeiramente pobre e politicamente desprezível, mas simplesmente fiel à Palavra de Deus e, consequentemente, cheia do Espírito Santo é como uma luminosa “cidade edificada sobre um monte”; ela será vista; e quando vista, as pessoas poderão ver nela, não a decepcionante vaidade do homem, mas o brilho da eterna glória de Deus, em Cristo Jesus.

O mundo pode facilmente ver religiões cristãs, mas não tem tido tantas chances de ver as simples e verdadeiras igrejas cristãs, seja em maiores ou menores congregações. Muitos cristãos , sem conseguir distinguir a Igreja ou uma igreja de Cristo das religiões cristãs, desprezam a importância da igreja como uma congregação definida, e estão como “ovelhas desgarradas”, “rebanhos sem pastor”; e infelizmente, este número vem aumentando de modo assustador.

Como nos dias da Reforma do século XVI, os cristãos precisam voltar a ouvir e confiar na Palavra de Deus (Bíblia), então conhecerão a suficiência e grandeza de Jesus Cristo como o único Salvador dos homens, e o único Cabeça da Igreja, e conhecerão também que o poder da Igreja ou de uma igreja é o Espírito Santo que nela habita, e faz dela luz do mundo. Esta volta à Bíblia, hoje, nos levará e recobrar a perdida estima e o abandonado amor pela única Igreja de Cristo e suas verdadeiras congregações, que não podem estar cativas por nenhum esquema religioso. Isto certamente enfraquecerá nossa confiança e fidelidade à religião, ainda que seja uma denominada cristã, mas resultará em grande avivamento e fortalecimento do povo de Deus.

Neste tempo de excessivo (o maior em toda a história humana) otimismo e confiança na capacidade do homem de criar na terra o  “paraíso”, sem Deus, e de crescente suspeita e rejeição à religão, é absolutamente necessário que os crentes individualmente e as verdadeiras igrejas de Cristo reconheçam sua distinção e separação da religião ou religiosidade, caracterizada pelo esforço e criatividade do homem para se aproximar de Deus.

A verdadeira Igreja de Cristo Jesus em suas fiéis congregações constituídas de pessoas regeneradas, cheias do Espírito Santo, que se entristecem e se arrependem pelo pecado, mas permanessem fiéis à são doutrina e na prática das boas obras, são a única evidência de que Deus, através de Jesus Cristo está realizando uma obra redentiva que enfim será concluída na gloriosa volta do Senhor Jesus Cristo.

Para nada serve investir na construção de mega-templos, confortáveis e com sofisticada tecnologia; é inútil investir altas somas de dinheiro na compra de televisões ou espaço em suas programações; se o nome de Jesus ficar associado ao engano e falência da religião. Porém, é através das simples e fiéis igrejas de Jesus Cristo que o mundo (nas ruas, bairros, cidades e nações) poderá ver que Deus está salvando pecadores, e saber como Ele o faz, ou seja, por meio de Jesus Cristo somente.

Se queremos verdadeiramente cumprir o mandato de Deus neste tão desafiante tempo em que vivemos, e fazer o mundo conhecer que Deus nos deu Jesus Cristo para nossa salvação, e não uma religião, precisamos cuidar para que nós ou nossas igrejas não deixemos de ser o que por Deus fomos destinados a ser: o corpo cuja cabeça é Jesus Cristo e o único templo em que Deus realmente habita; não podemos decair de tão grande propósito para nos tornarmos meros agentes ou agências de uma religião, ainda que seja nominalmente cristã.

O que deve determinar a igreja local da qual nos tornamos membros e na qual permanecemos? O que deve determinar as igrejas com as quais a nossa igreja estabelece relações de cooperação? Não é necessariamente a igreja ou tradição religiosa de nossos antepassados ou a igreja maior e mais popular da cidade ou nação. É a submissão a Jesus Cristo como o Cabeça da Igreja, o reconhecimento da absoluta autoridade da Palavra de Deus e a fidelidade ao desígnio de Deus, no sentido de que a Igreja seja o templo do seu Espírito, e, consequentemente, a luz do mundo, que devem nos motivar à escolha da igreja em que permanecemos e das igrejas com as quais nossa igreja estabelece relação de cooperação. Assim evitamos a danosa associação com uma organização que tenha se tornado em mera agência de uma religião.


Não há duvida que todo crente deve ser membro de uma verdadeira igreja de Cristo; e também não há dúvida de que as igrejas de Cristo devem se associar para satisfazer as necessidades relacionadas à preservação da fé (doutrina), promoção da pregação do Evangelho e socorros em geral. Entretanto, quando membros de uma igreja se conformam a um processo de apostasia (afastamento da fé ou doutrina) em uma determinada igreja, ou quando igrejas toleram e se acomodam à apostasia de outras igrejas associadas, então começamos a presenciar a deterioração do conceito de Igreja de Cristo para uma religião Cristã.

Que Deus volte a manifestar em nossos dias o seu poderoso Espírito reformador e reavivador, como já o fez em alguns períodos da história da Redenção reportada nas Escrituras Sagradas, e também através da história da Igreja. Não temamos, nem resistamos o poder do Espírito Santo que, como o vento, nos move segundo o Seu querer, e nos orienta em fé e obediência à Palavra de Deus; então veremos a reforma e avivamento que tanto necessitamos.

Tuesday, 17 January 2012

Importa-se Deus Com o Estado da Igreja e de Seus Membros?

Uma igreja, não importa o número de membros que possua, é uma família; e como tal é uma casa onde Deus habita. Deus habita na sua Igreja, e isto implica em que Ele habita em cada igreja local que juntas constituem a totalidade da Igreja na terra.

Porém, não fomos nós que tivemos a grande idéia de nos ajuntar em nome de Deus e convidá-lo para habitar conosco. Ao contrário, foi de Deus a iniciativa de nos reunir, fazendo de nós seus filhos, família e povo. Originalmente Deus nos criou para nos relacionarmos com Ele. Foi por isso que nos fêz conforme sua imagem e semelhança. Entretanto, o nosso pecado tornou impossível este relacionamento. Mas, Deus desejava tanto relacionar-se conosco, nos amou de forma tão incompreensível, desde a eternidade, que não se negou a pagar o mais alto preço por isso. Assim, Deus, o Pai, enviou o seu único Filho Eterno, Jesus Cristo, como o nosso Redentor. Para isto, o Filho assumiu a natureza humana e recebeu em lugar de todos os que por Ele são redimidos a penalidade (morte) por todas as suas culpas (João 3.16).

Será, então, que Deus aceita em sua casa pessoas que acham que têm direito de estar nela porque não cometem grandes crimes, são bons cidadãos, ou que desde a infância se consideram parte desta familia; embora não tenham humildade e uma profunda convicção de pecado, e, por isso, não sintam tristeza pelos pecados que consideram menores? Aceitaria, Deus, pessoas que não apreciam verdadeiramente esta  casa e que de fato não cooperam na edificação, ou cuidam desta casa, mas simplesmente desfrutam de, digamos, benefícios sociais dela?

Será que Deus continuará presente em uma igreja (congregação) que persiste em negligenciar a pregação e ensino de sua Palavra, que introduz no culto práticas que ele proibiu, ou que não ordenou, e que persistentemente ignora na vida diária a santidade que Deus requer da família ou povo no meio do qual ele habita? Certamente a resposta é não.  A Bíblia nos fala de intrusos que um dia serão expulsos (Mateus 22.1-14), bem como de congregações que se tornaram em “sinagogas de Satanás” (Apocalipse 3.9).  Sejamos fiéis e desenvolvamos nossa particular e comum salvação (Filipenses 2.12).