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Friday, 8 May 2015

Creio em Deus por causa da Criação e Creio em Cristo Jesus por causa da Bíblia

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas.”

Não podemos ver a Deus; por isso facilmente ignoramos ou negamos a sua existência. Entretanto, a fé em Deus é, no mínimo, uma dedução lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo, entretanto, embora também tenha seu suporte lógico ou racional, tem como seu fundamento ou base – a Bíblia, as Escrituras Sagradas.

A fé em Deus tem uma lógica; assim como alguns conhecimentos científicos de hoje, que um dia foram meras suposições lógicas, baseadas na convicção de que toda realidade ou efeito observável deve ter uma causa precedente, mesmo que ela não seja conhecida – é esta certeza que move ou provoca o estudo e a ciência. O axioma (premissa) da relação “causa e efeito”, embora absolutamente racional, também envolve fé, a fé que supõe ou pressupõe, reconhece e procura a causa (orígem) quando esta é desconhecida. O cientista que procura uma causa ainda desconhecida é motivado pela certeza ou convicção de um fato que não pode ser visto; e isto também é fé (Epístola aos Hebreus 11.1). A pressuposição da existência de Deus é racional, lógica, inteligente.

Assim como a convicção (fé) de que todo efeito tem uma causa move a ciência na busca do conhecimento; a fé (convicção) na existência de Deus é essencial para o conhecimento de Deus (Epístola aos Hebreus 11.6). A ciência jamais teria avançado sem a fé na possibilidade de conhecer o desconhecido. Assim, também o conhecimento de Deus não pode ser alcançado pelo que não o buscam, ou seja, pelos que o ignoram (não consideram importante) ou preconceituosamente negam a existência de Deus.

A respeito de qualquer ser, no universo ou na terra, bruto ou vivo, podemos perguntar sobre sua orígem ou causa, e seu propósito. Se vemos pela primeira vez um determinado objeto, institivamente perguntamos: o que é? Para que serve (qual é o seu propósito) ? E, dependendo da utilidade e complexidade do objeto, somos tomados de admiração sobre quem o criou. É por isso que perguntamos sobre a orígem do universo, da terra e do homem.

Podemos desconhecer o propósito de muitas coisas; porém, se nos dedicarmos à busca do conhecimento do propósito de um determinado objeto, provavelmente, mais cedo ou mais tarde, encontraremos. Somente como exemplo, os cílios dos olhos humanos têm propósito, eles não são resultado do acaso, um acidente, uma aberração, um despropósito. Além de proteger, os cílios contribuem para a beleza dos olhos. Os cílios têm uma lógica, uma razão, e, por que não, uma intenção. E quanto ao homem propriamente, por que não teria ele uma lógica, razão ou intenção? E se tem uma lógica, razão e intenção; e isto requer uma mente, inteligência, uma pessoa admirável; a esta chamamos Deus, mesmo sem conhecê-lo.

Portanto, a base lógica da existência de Deus é a nossa própria existência em um universo grandioso, complexo e sincronizado, ou seja, ajustado com impressionante precisão. Portanto, a fé em Deus é lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo tem uma razão histórica, assim como a que nos leva a crer na historicidade dos faraós egípcios, no rei Nabucodonosor e no Império Babilônico, em Alexandre da Macedônia, ou nos filósofos Aristóteles e Platão. Não os vimos, mas cremos existiram porque deixaram suas marcas na História. Estes fizeram, falaram ou escreveram algo relavante que foi preservado. Por isso, nós cremos que eles existiram, cremos que eles realmente fizeram, falaram ou escreveram o que lhes é atribuído. Da mesma forma, não podemos fazer retroceder o tempo, e ver a Jesus Cristo; porém, o que Ele fez e falou ficou registrado na História, na História da Redenção, a Bíblia ou Escrituras Sagradas.

A Bíblia é a História da obra da Redenção, em que Deus, embora invisível, é o agente principal, e o homem, além de coadjuvante, é o alvo e beneficiário. A Bíblia é o registro das obras e palavras redentivas de Deus, em favor da humanidade. A Bíblia foi intencionada e inspirada por Deus, mas escrita por homens, no curso da História, para ser o fiel registro da História da Redenção (2 Epístola de Pedro 1.16-21).

O Deus invisível entrou na História do Universo que Ele criou, e cujo destino Ele mesmo governa soberanamente (contudo, normalmente não sem agência da criatura, especialmente o homem, como já foi observado). Deus entrou na História, participou da História, primeiramente, mantendo-se invisível, mas agindo direta ou indiretamente, e falando através de agentes que ficaram conhecidos como profetas, e cuidando para que seus atos e palavras redentivas ficassem indelevelmente registrados na História, a História da Redenção – por isto chamada a “Escritura Sagrada”.

Depois de haver participado como principal agente, embora invisivelmente, na História da humanidade, com os seus feitos e palavras redentivas; conforme já havia indicado por meio dos profetas, Deus mesmo, pessoalmente entrou na História, encarnado, em semelhança e natureza humana; isto é, em Jesus Cristo.

A Bíblia é a revelação verbal de de Deus, e Jesus Cristo é o grande assunto desta revelação. Jesus Cristo é o assunto principal da Bíblia porque ela é a História da Redenção e Jesus é o Redentor. É em Jesus Cristo que Deus e homem se encontram, em dois importante aspectos:
§   O Criador Infinito e Eterno e a criatura finita e temporal, em uma só e singular pessoa, Deus, o Eterno Filho, agora encarnado, em natureza humana, Jesus Cristo (João 1.1-14).
§   O Deus Santo e o homem pecador aproximados por um único Mediador, Jesus Cristo que cumpre perfeitamente a justiça que a Santidade de Deus requer e expia, anula, aniquila o pecado do homem ( Efésios 2.11-22).

O Deus encarnado, Jesus Cristo, comunica (em uma mensagem viva, em pessoa) que o homem, como criatura de Deus não é essencialmente (originalmente) pecador (transgressor da justiça, ofensivo e inadmissível perante a santidade de Deus).

Além disso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, é grande demonstração de que o pecado, por mais grave, ofensinvo, abominável e destrutivo que seja, não é um mal que Deus, o Onipotente Criador, não possa vencer.  E Deus realmente o venceu, por meio de Jesus Cristo, “nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue (morreu) e ressuscitou para nossa justificação. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 4.24-5.1).

Em nossa geração, a arrogância do homem confiante em suas conquistas tem atingido um grau tão elevado como em poucas outras ocasiões. O homem contemporâneo zomba da fé em Deus, mais especificamente da fé em um Deus pessoal, que intervém no no universo, na História, ou na vida particular de quem quer que seja. A zombaria dá lugar ao amargo desprezo e até perseguição quando, além da fé na existência de Deus, a fé reconhece que Jesus Cristo é Deus encarnado para salvar o pecador e redimir a Criação, conforme demonstra a História da Redenção, a Bíbla.

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Ouça a “voz da razão”, exerça a liberdade de pensar, não se deixe dominar pelo espírito arrogante de nossa era, admita a lógica da existência de Deus. Então,  ore, peça a Deus que se aproxime de você, e se faça mais intimamente conhecido. 

Então, sem preconceito, leia a Bíblia. Para ganhar tempo (que nos é tão precioso, e não sabemos quanto ainda nos resta) vá direto ao centro da Bíblia, vá aos Evangelhos (Segundo Mateus, Marcos, Lucas ou João); pois eles são registro histórico do cumprimento da grande promessa redentiva de Deus, do nacimento, ensino, e morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Quem conhece a Jesus Cristo, conhece a Deus de uma maneira direta, íntima e salvadora, o que seria absolutamente impossível de qualquer outro modo. Conhecer a Deus pela Criação, por um milagre, ou por qualquer providência de Deus, é como conhecer um artista somente por uma ou algumas de suas obras. Conhecer Jesus Cristo é conhecer a Deus pessoalmente (João 14.6-9).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3.16)


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