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Thursday, 19 March 2015

SE NÃO TIVÉSSEMOS A BÍBLIA

Se Não Tivéssemos A Bíblia, Nada Saberíamos sobre Deus Com Certeza

Como conhecer aquele que, por definição, é o único ser eterno e infinito, incompreensível? Somente na na medida em que Ele se fizer conhecível. Somente se Ele se comunicar conosco de modo objetivo, e por um meio acessível. Entretanto, esta comunicação teria que ser de alguma forma pública e disponível também a todo que se interesse, para escapar ao subjetivismo de uma revelação secreta. É isto o que é a Bíblia, a comunicação de Deus conosco em palavras, e palavras escritas; porque:
§   Esta comunicação deveria ser definitivamente preservada.
§   Seu caráter de comunicação de Deus deveria ser passível de verificação; pois afinal, ela subsiste no meio de outras alegadas revelações de caráter espiritual ou religioso.

A apresentação que a Bíblia faz de sim mesma como Palavra de Deus, pode ser inteligente e racionalmente verificada, desde que o interessado ponha de lado os pressupostos preconceituosos que negam:
§   A existência de de Deus,
§   A habilidade de Deus operar antes, sobre ou até sem o concurso da natureza (milagre),
§   O propósito e possibilidade de Deus se comunicar com o homem.

Superados os preconceitos acima mencionados, o leitor e estudioso da Bíblia verá, que sob os mais rigorosos testes (da Razão e da História), a Bíblia dá evidências de ser o que ela é, tal como se apresenta, a infalível Palavra de Deus.

Entretanto, se não tivéssemos a Bíblia, não conheceríamos a Deus ao ponto de abandonar toda crendice ou incredulidade para adorar a Deus “em espírito e em verdade” (João 4.24).

Se não tivéssemos a Bíblia, em que pese toda a evidência da Criação (Romanos 1.19-20), não saberíamos com certeza que Deus é eterno: não têm princípio, nem fim, não foi criado, simplesmente “É o que É, eternamente, e jamais sofrerá qualquer mudança.

Se não tivéssemos a Bíblia, não saberíamos com certeza que Deus é Santo e Justo. Como as mitologias criaram deuses com virtudes e defeitos; assim, há muitos monoteístas e até declarados cristãos que ignoram ou insitem em limitar a justiça de divina na retribuição aos pecadores, ficando também, consequentemente, limitados na apreciação da incompreensível graça de Deus, no perdão a pecadores (Romanos 6.23).

E não sabendo que Deus é Santo e Justo, também não saberíamos que esta é razão fundamental de todas as nossas misérias – Deus é santo e nós somos pecadores. Sem a Bíblia, não saberíamos que a mais profunda causa de todas as nossas misérias é a imensurável distância de Deus, em que os nossos pecados nos fizeram e nos fazem permanecer (Isaías 59.2).

Se não tivéssemos a Bíblia, não saberíamos que Deus é um ser triúno, um Ser único e indivisível, mas, eternamente três pessoas: o Pai, O Filho e o Espírito Santo. A eterna existência de Deus em três pessoas é essencial ao caráter único (não há outro igual), completo e ilimitado de Deus. Por exemplo, a redenção (salvação) de pecadores seria absolutamente impossível  sem que o Pai permanecesse no Trono como Juiz, o Filho descesse para ser o intercessor (1 João 2.1-2), e o Espírito trouxesse o pecador de forma voluntária, convencida, humilde e suplicante (João 16.7-14).

Se não tivéssemos a Bíblia não saberíamos com certeza que Deus é onipotente e soberano; portanto, que Ele é absolutamente capaz de trazer à plena consumação todos os seus santos propósitos, tanto na Criação quanto na Redenção (Isaías 46.8-11).

Se Não Tivéssemos A Bíblia, Pouco Saberíamos Sobre o Universo e o Homem Como Criação de Deus

Se não tivéssemos a Bíblia, não teríamos uma racional resposta sobre a orígem do universo e do homem – “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1), e  ficaríamos antre as especulações humanas: religiosas, filosófica e científicas.

A Bíblia não nos explica como Deus criou o universo; ela nos revela que Deus criou o universo. Como explicar o inexplicável, incompreensível, como explicar o milagre, a obra que somente Deus é capaz de realizar? Como explicar o que não se repete continuamente na natureza, exceto somente se, quando e onde Deus quer?

A Bíblia nos revela que Deus criou o universo em seis estágios, identificados como seis dias. O que Deus criou em seis dias, a ciência contemporânea em geral admite que veio a existir apartir de de 13 bilhões de anos, aproximadamente.

De fato, Deus não precisava de um dia para completar cada estágio da Criação, nem tão puco de um só dia ou hora para iniciar e concluir toda a Criação. Algumas das coisas criadas por Deus, não obstante sua complexidade, como por exemplo a luz (Gênesis 1.3), passaram a existir  instantaneamente (não devido a algumas horas de trabalho), imediatamente após sua Palavra ou ordem criadora. Alguns arranjos, como a separação entre as águas, podem ter demorado algum tempo para se completarem, entretanto, começaram imediatamente após a ordem de Deus. Embora toda a Criação tenha sido completada na chamada semana da Criação, todo movimento que ocorre no universo e toda mudança que acontece na terra são acompanhados e controlados por Deus, conforme seus desígnios (Habacuque 3).

Conforme o relato do livro de Gênesis, na criação dos céus e da terra, parece que Deus, da incompreensível distância de sua eternidade e infinitude, criou e arranjou tudo. Entretanto, na criação ou formação do homem e da mulher, parece que Deus, em algum sentido, “desceu” à terra, “chegou bem próximo do chão”, ao ponto de tomar seu elemento físico ou matéria prima para a fomação do homem homem – o “pó da terra”, e lhe soprar “nas narinas o fôlego de vida” (Gênesis 2.7).

Embora o relato de Gênesis, especialmente no capítulo 2 (em que o foco passa da criação dos céus e da terra, para a criação do homem e da mulher), indique um lapso de tempo entre a criação do homem e da mulher, ambos foram criados no sexto dia da criação, não em um processo indireto e lento, mas como resultado imediato e instantâneo da obra ou ação criadora de Deus.

Se não tivéssemos a Bíblia, não saberíamos com certeza que fomos criados à imagem e semelhança de Deus;  que, mediante a ação criadora de Deus, viemos imediatamente à existência já como a imagem e semelhança de Deus. Como os cientistas contemporâneos, em geral,  se sentem na obrigação de ignorar a explicação mais razoável – a criação por Deus; eles hoje optam pela evolução fortuita, acidental, ou sem propósito.

Entretanto, discutir se os dias da criação eram “24 horas cronometradas”, isto é uma forma de anacronismo, é ignorar a intenção do comunicador ou autor e o interesse do ouvinte ou leitor. Além disso, 24 horas são uma eternidade comparadas ao tempo entre a palavra de Deus e o surgimento da coisa criada ou arranjo ordenado. De fato, 24 segundos já é tempo de sobra para Deus criar ou transformar qualquer coisa; pois ele tudo faz pelo poder da sua palavra somente (Hebreus 11.3)

O relato da Criação, encontrado no livro de Gênesis, não tem a finalidade de educar o homem para a ciência, mas instruí-lo para a salvação, para promover a reconciliação da criatura com o seu Criador (2 Timóteo 3.14-17).

Se não tivéssemos a Bíblia não saberíamos que fomos criados para o relacionamento com Deus, não um relacionamente temporário, mas eterno. Portanto, sem a Bíblia não saberíamos que fomos criados para a existência e vida eternas. É somente através da Bíblia, a Palavra de Deus escrita, que podemos saber que, antes da Criação, era propósito de Deus nos dar a vida eterna (Gênesis 2.9; 3.22).

Se Não Tivéssemos A Bíblia, Absolutamente Nada Saberíamos Sobre a Ação Redentiva de Deus

A vida na terra parece um presente que recebemos, gostamos, e nos apegamos muito a ele, mas é temporário, certamente nos será tirado. Na vida, também experimentamos muitas tristezas e sofrimentos; porém, a grande maioria das pessoas ama viver, e gostaria de nunca morrer. Não tanto, pelos sofrimentos da vida, mas especialmente por causa da morte, algumas pessoas se recusam a crer na existência de Deus, e reconhecê-lo como o Criador.

Sem a Bíblia jamais saberíamos que Deus não tem prazer na morte dos homens, nem na morte do mais odiável pecador (Ezequiel 33.11); e que, como já temos indicado acima, ao contrário, Deus criou o homem com o propósito de lhe dar a vida eterna. Sem a Bíblia, também não saberíamos que a morte é a consequência óbvia, e justa retribuição por havermos introduzido o pecado (toda forma de transgressão da lei de Deus, a que define e orienta a nossa relação com Deus e o próximo) no universo da Criação de Deus (Romanos 6.23). Conforme a lei e justiça divinas, nós merecemos a morte; pois trouxemos para a Criação as coisas abomináveis tais como: mentira, injustiça, violência, infidelidade etc.

Além, disso, se não tivéssemos a Bíblia, não teríamos uma revelação redentiva, que é a História e Doutrina da Redenção, produzidas por Deus, mediante a instrumentalidade de homens (2 Pedro 1.16-21). Se não tivéssemos a Bíblia, nós jamais saberíamos que não obstante o fato do homem haver pecado, Deus não desistiu de seu propósito de dar-lhe vida eterna, pois, de antemão, já tinha um infalível Redentor (João 3.16).

Se não tivéssemos a Bíblia, não poderíamos rastrear a profecia relativa a Jesus Cristo – o Redentor prometido, e não teríamos um testemunho fiel da vida de Jesus Cristo como o evidente cumprimento da profecia, desde o seu nascimento, até sua morte por causa dos nossos pecados e ressurreição, para nossa justificação e reconciliação com Deus (Romanos 4.23-5.1). Através da Bíblia, obtemos o conhecimento de Jesus e da vida eterna (João 5.39).


Se não tivéssemos a Bíblia nós viveríamos e morreríamos sem uma sólida esperança. Entretanto, através da Biblia sabemos que quando morremos (fisicamente), nosso relacionamento com Deus não sofre qualquer forma de descontinuidade, ao contrário, já livres que qualquer sofrimento e tentação ao pecado, permanecemos em comunhão com Deus (1 Coríntios 5.1-8; Apocalipse 6.9-11); enquanto também aguardamos a ressurreição de nossos corpos, então tornados imortais. Através da Bíblia, sabemos também que Jesus Cristo voltará visivelmente, e reinará eternamente sobre o universo “recriado”, com a humanidade redimida e ressurreta (Mateus 24.29-31; 1 Coríntios 15.50-58; Apocalipse 21.1-4, 21-27; 22.1-5).

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