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Friday, 30 August 2013

A Orígem da Vida: Uma Viagem de Marte ou Obra de Deus?


A Terra é simplesmente um dos planetas em nosso sistema solar; entretanto, a força e a variedade de vida que nela existe é algo grandioso e maravilhoso, inexistente em qualquer outro lugar, conhecido pelo homem, na imensidão do universo.

Existem basicamente duas formas de se conceber a orígem da vida na Terra: uma é atribuída à vontade, inteligência e poder criativos de Deus, a outra é atribuída ao acaso e evolução. A primeira concepção tem dois fundamentos: um fundamento lógico que requer uma causa inteligente e capaz (Deus) para o complexo efeito da Criação (o universo e a vida); o segundo fundamento é revelacional, ou seja Deus se revela como o Criador (do universo e da vida), em parte na própria criação, em parte em palavras comunicadas por Deus ao homem. A segunda concepção da orígem da vida (casual e evolucionista), ignora ou exclui Deus como a orígem do universo e o autor da vida.

A criação é uma revelação de Deus, como qualquer obra revela o seu criador; seja uma peça musical ou literária, seja uma pintura ou seja o mais simples e comum trabalho, a obra sempre revela características de seu autor. Assim, a Criação revela o seu Criador:

Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmos 19.1)

“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas...” (Romanos 1.19-20)

As Escrituras Sagradas são as palavras reveladoras do Criador; nelas Deus reivindica a criação do universo e da vida, e a criação do homem à sua imagem e semelhança:

No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1.1)

“Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1.27)

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;” (João 1.1-4)

Embora a maioria das pessoas não reprima a intuição natural para acreditar na existência de Deus, a maioria hoje considera simplista o relato da Criação em Gênesis 1-2 . Entretanto, antes de preconceitosamente rejeitar o conceito bíblico de Criação, como ingênuo para uma era dominada pelo sucesso da ciência, devemos considerar as alternativas consideradas de científicas. Se o fizermos, veremos que, não importa quão elaboradas sejam as teorias que tentam explicar a orígem do universo e da vida, em algum ponto é preciso substituir o fator Deus pelo “acaso” (sorte) e evolução; ou seja, o que no conceito da Criação é atribuído a Deus, nas teorias científicas da orígem do universo e da vida é atribuído ao acaso e evolução.

Tomemos como exemplo a mais recente teoria divulgada pela mídia que vem de uma conferência científica realizada recentemente em Florença, na Itália, e apresentada pelo químico Steven Benner, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Westheimer (EUA). Em resumo, esta teoria sugere que, sendo o planeta Marte rico dos minerais que poderiam dar orígem ao RNA (ácido ribonucleico), molécula que juntamente com o DNA (ácido desoxiribonucleico) e proteínas que são essenciais à vida, e que tendo o planeta, há alguns bilhões de anos atrás, as condições ambientais necessárias para, apartir daqueles minerias, fossem formadas as moleculas de RNA, a vida surgiu em Marte; e, depois, viajando em um meteorito, esta forma de vida foi trazida para a terra, que então já em condições favoráveis possibilitou o estabelecimento e a evolução da vida.

No relato Bíblico da Criação, a razão ou lógica do homem encontra uma resposta na revelação de Deus, que certamente demanda a fé. Por outro lado, as diversas explicações chamadas científicas da orígem do universo e da vida, que excluem Deus e combinam o acaso e a evolução, também exigem fé, fé na sorte que é imprevisível (porque é ilógica, na proporção em que não qualquer controle inteligente) e na evolução que é improvável (porque não existem provas vivas ou fossilizadas que sejam formas tansitórias entre duas diferentes espécies de vida). O relato Bíblico da Criação requer fé em Deus, as teorias científicas da orígem do universo exigem fé na sorte.

Pense nisto: porque seria mais inteligente acreditar que por acaso a vida surgiu em marte, por acaso (sem qualquer vontade, inteligência e plano) viajou em um meteoro para a Terra, e aquí, por acaso, evoluiu? Em que isto é mais inteligente que crer que Deus criou o universo e a vida? Tanto o conceito da Criação quanto qualquer teoria científica sobre a orígem do universo e da vida exigem fé; porém, o relato Bíblico da Criação é mais inteligente, racional, lógico e maduro que qualquer teoria que exclui Deus, opta pelo acaso e evolução.

Entretanto, as Escrituras, que consideram insensatez e perversidade ignorar a Deus (Salmos 10.4; 14.1; 53.1); além de afirmarem que Deus é o Criador, elas revelam que Deus está ativo no governo e redenção da Criação.

Sem o “pré-conceito” contrário à existência de Deus e ao método usado por Ele para criar, e sem que este seja o seu propósito ou alvo final, as Escrituras afirmam que Deus é o autor da vida, o Criador. E as Escrituras o fazem sem ter como alvo uma mente científica mas o homem comum, e de modo geral (sem excluir a mente científica). Por razão de consistência (coerência), as Escrituras anunciam a Deus como o Criador, e como quem soberanamente governa toda a Criação, com o propósito final de apresentar a Deus como o Redentor da Criação, em Cristo Jesus. A Bíblia não é ciência (estudo) do homem, é revelação de Deus; ela não é sobre física, química e biologia, é sobre a redenção do homem do poder destruidor do pecado, que é transgressão da lei de Deus (1 João 3.4); razão pela qual o homem e a Criação em geral precisam ser redimidos de uma ordem de corrupção, introduzida pela pecado do homem (Romanos 8.19-23).

Não se poderia pensar em Deus como o Redentor se não fosse Ele antes o Criador e Soberano Governante e Sustentador de toda a Criação. O objetivo das Escrituras é revelar a Deus como o Redentor, através de Jesus Cristo, e nos chamar à fé em Jesus Cristo; porém as Escrituras fazem isto, não em um vácuo racional e lógico, mas em um progressivo processo revelacional (registrado desde o livro de Gênesis até o livro de Apocalipse) que comunica um consistente (coerente, não contraditório)  conhecimento de Deus como o Criador, Mantenedor e Redentor.

Não se deixe enganar pela arrogância da ciência do homem; excluir Deus não nos aproxima do conhecimento e da verdade, ao contrário nos afasta e impede definitivamente da possibilidade do conhecimento e da verdade.

A ciência é, no máximo, capaz de confirmar o que a observação comum já demonstra: que há um “Designer Inteligente” (Planejador Inteligente) e capaz. As Escrituras confirmam que Deus é o Criador, o criador do universo e da vida.

Como imagem e semelhança de Deus o homem pode resolver certos problemas na criação e curar certas enfermidades; mas somente Deus pode redimir o homem do pecado, e redimir a Criação de sua corrupção, em virtude do pecado do homem e sua separação de Deus. Somente o criador da vida temporária pode dar ao homem a vida eterna (João 3.16).

Quando o homem insiste na busca de uma resposta à questão da orígem da vida que exclua Deus; ele também pensa que o destino da vida está em suas mãos que o seu futuro depende exclusivamente da sua ciência. Entretanto, as Escrituras Sagradas revelam que, assim como a sua orígem, o futuro do homem está nas mãos de Deus. E isto não é campo da ciência, ela não pode negar nem confirmar a revelação de Deus nas Escrituras.

As Escrituras Sagradas revelam que o futuro do homem depende de Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, e co-agente do Pai na Criação; a vida e o futuro do homem dependem de Jesus Cristo, do que Ele já fêz, está fazendo, e ainda fará. Para redimir o homem do poder destruidor do pecado, Deus, o Filho, se fêz carne, ou seja, homem, mantendo todos os atributos divinos (João 1.1-14). Para reconciliar o homem pecador com Deus, o Filho de Deus, Jesus Cristo, morreu e ressuscitou, em cumprimento da justiça de Deus (Romanos 4.24-5.1). Para avançar a obra da Redenção, Jesus ordenou seus discípulos a anunciar e ensinar o Evangelho da Redenção; e com eles Jesus pemanece, no Espírito Santo que enviou para convencer o mundo do “pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8). Jesus realiza a obra da Redenção salvando completamente todos os mediante a fé nele (Jesus Cristo) buscam a reconciliação com Deus (Hebreus 7.22-25); e por fim, Ele voltará para concluir a obra da Redenção (João 14.1-3).

Não se deixe enganar pelas teorias baseadas no pressuposto da inexistência ou ausência de Deus na orígem do universo e da vida; elas o levarão ao erro fatal de ignorar a Deus. Escute a voz da consciência que clama a onipresença de Deus. Veja, ou ouça o que a obra da criação revela sobre Deus (Salmos 19.1-4). Examine ou leia o que Deus fala nas Escrituras Sagradas; e não procure nelas a solução dos mistérios da natureza, nem por regras de saúde, ou normas sociais, muito menos por segredos do sucesso em diversas áreas da vida. Leia, ouça o que Deus fala através da Bíblia, Ele fala da sua obra da Redenção, e de Jesus Cristo, o Redentor do homem e da criação (2 Timóteo 3.14-17).

 Ele (Jesus Cristo) é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular. E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” (Atos 4.11-12)

 

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