Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria

Friday, 6 July 2012

Quem Precisa do Culto?

Deus não precisa ser cultuado; Ele merece; Ele é digno de ser adorado, e Ele somente. Entretanto, se não o adoramos, Deus não perde nada. Ele nunca perde. Deus não sofre qualquer mudança. Se ignoramos a Sua vontade ou desobedecemos a Sua Lei, Deus não sofre qualquer prejuízo, ou o mínimo dano. Em qualquer cenário, Deus é sempre ou imutavelmente Onipotente e absolutamente Soberano. Podemos ver mais ou menos; podemos estar completamente cegos; porém, a glória de de Deus é infinita e eterna, inextinguível.
Entretanto, é o homem quem precisa do culto, isto é, do culto a Deus. O homem precisa cultuar a Deus, assim como ele precisa de ar para respirar, do alimento para comer e da água para beber, para enfim, viver. Assim como o homem precisa de atividades físicas para não atrofiar ou engordar excessivamente; o homem também precisa cultuar a Deus para não se sentir meramente um animal melhor dotado ou, ao contrário, um enfatuado enganado.
O homem precisa cultuar a Deus para não se sentir um inútil, sem sentido, sem propósito, para não se sentir comum, casual e marginal. Por outro lado, o homem precisa do culto a Deus também para não se sentir o centro do universo. O homem precisa do culto a Deus para saber que não é o rei, mas um principe, um servo e filho do Rei, que é Deus, e Ele somente. Este equilíbrio é absolutamente necessário para que o homem tenha uma presença e função construtivas no universo.
Foi por isto que, ainda na Semana da Criação, no sexto dia, depois de ter comunicado ao homem os mandatos (delegação ou autoridadade para exercer uma função ou ofício) da família e do trabalho, Deus também instituiu o culto, na santificação do sétimo dia de cada semana (Gênesis 1.27-2.3). A semana perfeita do homem, conforme o propósito de Deus na Criação, é servir a Deus durante seis dias no amoroso cuidado da família e na diligente execução do trabalho, e dedicar um dia prioritariamente ao culto a Deus. Precisamos entender que tal ordenança divina visa atender, não uma necessidade de Deus, ou promover, não o bem de Deus, mas atender à necessidade do homem, e promover o bem do próprio homem.
O homem não pode passar a sua vida, todos os seus dias, absorvido pelo cuidado da família e pela busca da excelência no trabalho. O homem precisa de um descanso; e o melhor descanso, o descanso renovador das forças físicas, intelectuais e espirituais, é o culto a Deus. E isto é tão importante que merece e exige a consagração de um dia inteiro, e a frequência de cada semana.
Note-se que o homem não se tornou necessitado do culto a Deus, após haver pecado; o homem foi criado necessitado do culto a Deus. O homem perfeito é necessitado do culto a Deus. Se o homem perfeito (antes de pecar) necessitava do culto a Deus, quão mais necessitado o homem se tornou do culto a Deus, depois de haver se tornado pecador? O culto a Deus é para o espírito do homem o que o ar, a água e o alimento são para o seu corpo, absolutamente vital.
O homem precisa cultuar o verdadeiro Deus; é somente este culto que atende à necessidade do homem e lhe faz bem. Entretanto, a tendência do homem é criar ídolos e cultuá-los. Qualquer coisa ou ser é indigno de ser adorado, exceto Deus, o único e verdadeiro Deus. A adoração de qualquer objeto, poder ou ser, exceto Deus, é danosa, degradante e mortal para o homem. O homem será menor do que aquilo a que ele adora. Como indicou o apóstolo Paulo, se homem adora as aves, ele é menor que as aves que voam; se adora aos quadrúpedes que andam, ele é menor que os quadrúpedes; se adora os répteis que rastejam, ele é inferior aos répteis (Romanos 1.18-27). Se o homem não adora a Deus (o único e verdadeiro Deus), ele não verá em sua própria existência um desígnio e propósito superiores aos dos animais.
O único e verdadeiro Deus é o Criador e Redentor. Como mencionou o apóstolo Paulo na passagem acima citada, o caráter ou atributo Criador de Deus é facilmente reconhecido através das “coisas que foram criadas” (Romanos 1.20). A Criação é mais estrondosa, visível, universal e simples mensagem de Deus ao homem. A principal mensagem da Criação é sobre o infinito e eterno poder de Deus (Romanos 1.19-20).
Contudo, a Criação não é a única manifestação (expressão, revelação, comunicação) de Deus ao homem; Deus falou e mandou escrever o que falou ao homem (2 Pedro 1.16-21). E é nesta expressão, revelação ou comunicação verbal de Deus que tomamos conhecimento de que o Deus Criador de infinito poder é também um Redentor de imensurável amor (João 3.16).
Quando o homem conhece e adora o único e verdadeiro Deus, o Criador de infinito ou eterno poder e Redentor de ilimitado amor, esse homem é erguido do pó (onde se encotram os vermes), e é assentado “nos lugares celestiais” (Efésios 2.4-6). O homem que cultua o único e verdadeiro Deus, comparado o Deus de infinito poder e imensurável amor, é simplesmente um humilde servo Deus, mas compado às demais criaturas, é somente um “pouco menor do Deus”, um servo-príncipe de Deus no meio da Criação (Salmos 8). Se cultuamos a Deus, ou não, Deus não muda; Ele não cresce nem diminui. Nós, porém, quando conhecemos e passamos a cultuar o Deus único e verdadeiro, somos transformados de simples vermes em príncipes de Deus.
Depois de conhecer o único e verdadeiro Deus, o homem precisa saber do único e verdadeiro culto. O culto a Deus não depende de um lugar, não é um cerimonial complexo e pomposo, não uma experiência de satisfação do paladar, olfato, audição ou visão, nem é uma experiência êxtatica ou mística em que a consciência e a razão são suprimidas; o culto é o encontro espiritual e verdadeiro (João 4.23-24), entre o servo amado e o Senhor amantíssimo. Este encontro não é mudo, mas expressivo e comunicativo, em que as palavras fluem. Deus fala e o homem responde; a Palavra de Deus é lida ou pregada e o homem responde em orações (e, ou cânticos).
Conforme aprendemos pela própria Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas, cultuamos a Deus em três situações ou formas gerais: congregacional (Hebreus 10.24-25), familiar (Deuteronômio 6.4-9) e particularmente (Josué 1.8); e em todas estas três situações o culto a Deus é um encontro que resulta e se expressa em palavras inteligíveis (1 Coríntios 14.1-19): a Palavra de Deus é lida e pregada ou ensinada ao homem; e o homem responde a Deus com orações. Estas três formas de culto não são opções, não devemos escolher uma e negligenciar as outras. Se queremos desenvolver todo o potencial recebido de Deus, nosso Criador e Redentor, precisamos cultuar a Deus nestas três formas.
Por fim, é importante ressaltar que o homem não pode cultuar a Deus sem a intermediação de Jesus Cristo. Pela Palavra de Deus, tomamos também o conhecimento de que Deus é um Único Ser Triúno (o Pai, o Filho, e o Espírito Santo). No conselho do Deus Triúno, é o Filho quem comunica ao homem a luz (conhecimento de Deus) e a vida (eterna comunhão com Deus) (João 1.1-4). Como o homem se tornou pecador (transgressor da Justiça), para comunicar ao homem o conhecimento de Deus e o colocar em eterna comunhão com Deus, o Filho, também assumiu a natureza humana, e compareceu perante o juízo de Deus, em lugar do homem, morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia, para a justificação de todo o pecador que nÊle crê (Romanos 4.24-5.1).
Nossa existência é incompleta sem o culto a Deus. Sem Jesus Cristo, jamais poderíamos cultuar a Deus; porém, em Cristo nós realmente nos tornamos verdadeiros cultuadores de Deus (1 Pedro 2.4-5).
Sem cultuar a Deus, o homem mais rico, inteligente e respeitado, será o mais infeliz, ainda que esta seja a última constatação de sua existência. O homem mais pobre, simples e desprezado é completo, e é eterno, se cultua a Deus.

Monday, 18 June 2012

Igreja, Família e Entretenimentos

O que é a igreja? Com toda a certeza, não é simplesmente uma associação de pessoas unidas pela fé comum em Cristo Jesus, é também uma associação de famílias unidas pela fé comum em Jesus. A igreja é uma comunidade que ainda tem relações com a presente ordem que passará, mas já antecipa a vida na ordem que virá. A fundamental diferença da presente ordem em relação à futura é a ausência do pecado, na que virá. Portanto, entre outras coisas a igreja se esforça por antecipar esta vida santa, desde já. É portanto, mais desafiante proceder de forma santa em associações com os que estão fora da igreja, pela ausência (entre as pessoas envolvidas) de um acordo sobre o dever e a vontade de agir conforme a santa lei de Deus. Por exemplo, uma festa entre membros da igreja do Senhor é provavel e desejavelmente mais santa que uma festa entre membros de qualquer comunidade que não reconheça a autoridade da Palavra de Deus.

Quando lemos o livro de Atos ou as cartas do Novo Testamento, percebemos que o foco dos seus autores é a organização da igreja em seus aspectos esenciais como culto, doutrina, diaconia, disciplina, evangelização e os oficiais que supevisionam tudo isso. Precisamos considerar a singular e permanente natureza da igreja, enquanto comunhão ou comunidade, e também reconhecer que a igreja está vivendo um estado provisório. Algumas coisas são absolutamente essenciais à igreja por sua natureza, e outras são urgentes por seu atual estado provisório. Algumas coisas somente a igreja faz, como o culto, a doutrinação e a evangelização. Em outras atividades, a igreja não está sozinha, mas outras organizações também realizam; como disciplina, que a família e o Estado também fazem; o atendimento a necessidades de alimento roupa e abrigo que várias organizações governamentais não governamentais também fazem. Socorrer um enfermo é mais ugente do que organizar uma atividade esportiva, a igreja não pode ignorar isto.

Por estas razões, entendemos que não é característica esencial e urgente da igreja  promover entretenimento para os seus membros. A igreja (comunidade cristã) deve estabelecer sabiamente as suas prioridades. Por outro lado, nós somos naturalmente ativos em promover entretenimento. Mesmo que a igreja nunca se envolva diretamente na promoção de entretenimento, ele sempre haverá. Ele é parte natural da vida, é parte da cultura de um povo. Famílias promovem festas de casamento e aniversário, batismo, formatura, Natal, Ano Novo etc. O entretenimento geralmente só é ameaçado em face de doença, catástrofes e guerras. Além disso, o entretenimento se tornou um grande negócio. Por tudo isto, o que não falta é entretenimento, inclusive bom entretenimento, embora este seja mais raro.

Creio, entretanto, que é função da igreja exortar seus membros a que guardem a santidade devida ao povo entre o qual Deus habita. Com certeza, este povo pode se conservar santo comendo e bebendo, cantando e dançando (Jr 31.1-14). Porém, devemos tomar muito cuidado, pois facilmente cruzamos o limite da santidade, especialmente fazendo estas coisas.

Parece que a única atividade recreativa que fazia parte da “agenda oficial” da igreja era uma refeição comunitária, associada ao culto (At 2.42-47). Creio que uma boa razão para não incluir na “agenda oficial” outros tipos de recreação como esportes e danças é a facilidade com que tais atividades entram em choque com o padrão de vida da igreja.

Um dos maiores problemas que enfrentamos hoje é o tipo de segregação por faixas etárias, que parece ter se estabelecido definitivamente na sociedade. A família definitivamente perdeu seu valor na sociedade secular; e, a julgar pelo que vemos, poderá vir a ser até algo completamente odiado. A igreja está vagarosamente absorvendo esta tendência. Ela já está bem segregada por faixas etárias. Antes somente os jovens formavam um grupo à parte, depois vieram as turmas de adolescentes, e agora já se vê também uma turma de pré-adolescentes que, até durante os cultos, ocupam setores distintos no templo.

Um dos mais importantes efeitos desta segregação é o distancianmento entre pais e filhos; e quando os filhos se divertem separados de seus pais, seus riscos de danos físicos, piscológicos, morais e espirituais aumentam; o que é verdade não somente para as crianças, mas para os adolescentes e jovens também.

Infelizmente, por diversos fatores, o papel e o devido respeito aos pais como os primeiros educadores estão cada vez mais desvalorizados, inclusive na igreja. Os jovens são excessivamente autônomos e não valorizam nem a experiência de seus pais. Mas, o professor liberal é idolatrado.

O atual perverso e predominante modelo social que está dominando as nações não tem qualquer interesse na preservação e fortalecimento da família tradicional, pai e mãe csados e seus filhos. Este novo modelo quer eliminar a figura do pai e da mãe, porque ele quer o domínio direto das crianças e jovens. A igreja não pode permitir este enfraquecimento da família. A igreja não pode perder esta parceira instituída por Deus na criação.

Este modelo segregador por idade é fatal, porque ele enfraquece as famílias, enquanto fortalece os mais variados bandos. Quem não sabe que as atividades familiares, que agregam adultos jovens e crianças, são mais seguras em todos os sentidos, especialmente em se tratando de entretenimentos de forma geral?

A igreja não pode perder o seu foco, não pode se desviar de seu alvo; ela precisa priorizar o culto a Deus, a doutrinação de seus membros, a assistência das necessidades básicas e imediatas dos seus membros e a evangelização do mundo. Em sua pregação e prática a igreja precisa fortalecer a família para que esta cumpra sua vital função na educação e disciplina que promova a santidade dos seus membros, especialmente das crianças e jovens.

A igreja não precisa promover entretenimento para os seus membros, mas deve instruir, encorajar e apoiar a familia na escolha, planejamento e execução de entretenimentos que concorram para a santificação do povo de Deus, para que a sociedade veja as boas obras da igreja e glorifique a Deus (Mateus 5.16).

Tuesday, 22 May 2012

POR QUE A BÍBLIA É TÃO RELEVANTE?

Razões para Estudar a Bíblia:

1.       Ela e um conjunto de livros; e como tal, embora a leitura de um dos livros ou até de uma pequena parte de um livro seja proveitosa, o mais profundo e geral conhecimento da Bíblia é desejável e tornará muito mais proveitosa a leitura de cada uma de suas partes (2 Timóteo 3.1-17).

2.       Este conjunto de livros se apresenta como a revelação de Deus aos homens. Embora existam outras comunicações orais ou escritas que também se apresentam como revelações divinas, o conjunta da Bíblia é único por sua consistência e unidade interna e por sua doutrina da salvação (reconciliação com Deus) não encontrada em qualquer religião ou filosofia (1 Pedro 1.16-21).

A Biblia É a Revelação  de Deus sobre Si mesmo e sobre a Sua Relação com os Homens:

1.       Por Seu poder Deus criou e governa a Criação para que nela e através dela se manifeste a glória de Deus (Salmos 19.1).

2.       Por sua vontade soberana Deus criou o Homem à sua semelhança, lhe deu poder ou autoridade sobre a Criação, e, por sua justiça também o fez moralmente responsável, ou seja subordinado o Homem à Sua Lei (Salmos 8).

3.       O Homem se tornou rebelde e opositor à soberania e propósito de Deus na Criaçao (Eclesiastes 7.29).

4.       Por sua bondade, Deus não abandonou a Criação ao poder do Homem rebelado; e fêz o Homem saber que por seus pecados (tragressões da Lei de Deus) estava condenado à morte (Romanos 5.12).

5.       Por seu amor e misericórdia, Deus também não abandonou o Homem em sua rebeldia e oposição, mas o fez conhecer Sua misericórdia e perdão, oferecendo ao Homem a reconciliação e chamando-o de volta ao reconhecimento e serviço de condução de seu propósito – a glória de Deus (Isaías 1.18-20).

6.       Esta Redenção do Homem requereu a encarnação do Filho de Deus, isto é do Unigênito de Deus (João 1.1,14); porque Deus é um Ser único, porém tripessoal (2 Coríntios 13.13). Jesus Cristo – Unigênito de Deus, além de assumir a naturezam humana, sem contudo haver jamais cometido pecado (Hebreus 4.15), morreu em lugar dos pecadores (Filipenses 2.5-11). Ele porém ressuscitou dando a prova final de que por Ele (e por Ele somente) o homem é individualmente reconciliado com Deus (Romanos 4.24-5.1); reconciliado com Deus, o homem, com Cristo e como Cristo, é um vencedor da morte e participa da grande obra de Deus que é a Redenção do homem e de toda a Criação que lhe havia sido subordinada (Romanos 6.1-13).

7.       Tudo o que Deus requer do homem individualmente para este receba o perdão, reconciliação e a vitória sobre a morte, é o arrependimento dos pecados e a fé em Jesus Cristo (Marcos 1.14-15).

8.        Uma vez reconciliados com Deus, Deus quer que homens e mulheres vivam como Seus filhos:

a.       Que vivam em comunhão com Deus, servindo-o (conforme Sua santa Lei) e desfrutando de sua infinita graça e bondade (Romanos 12.1-12);

b.      Que ingressem em uma de suas verdadeiras igrejas (porque existem falsas) e viva em comunhão com outros filhos de Deus, na adoração a Deus e no cuidado para com os irmãos (Atos 2.42-47; Hebreus 10.25);

c.       Que promovam diante de todos os homens e mulheres o nome do único Salvador do Homem, Jesus Cristo (Mateus 28.18-20).

d.      Que vivam cada dia para a glória de Deus, no trabalho, estudo, casamento, geração e educação dos filhos, descanso, e confie em Deus em todos os momentos difíceis, na constante espera da volta de Jesus Cristo para a completa redenção da Criação, formando Novos Céus e Nova Terra (1 Coríntios 10.31).

A Bíbila não é Complicada (difícil):
1.       Espírito Santo (porque, como já mencionado, Deus é um Ser único, porém tripessoal) nos ilumina no entendimento da Bíblia (João 16.7-13).

2.       O Espírito Santo nos dá a vontade e a capacidade de obedecer e servir a Deus (Ezequiel 36.26-27).

3.       A Bíblia se explica por ela mesma. Sendo uma coleção de livros, os ensinos bíblicos estão presentes em diferentes livros ou partes de um livro, de modo que o correto entendimento ou ensino pode ser verificado e aperfeiçoado pela prática da comparação entre as diversas partes das Escrituras (Atos 8.35; 17.11; 18.28).

4.       A chave do entendimento das Escrituras é o conhecimento de que a revelação de Jesus Cristo como o único completo Salvador dos homens é o grande propósito das Escrituras (João 5.39).

Monday, 23 April 2012

Mensagem a um Crente Ansioso por Reforma

 
Sua mensagem me causa um forte e contraditório sentimento; por um lado a grande alegria de no meio de multidões de cristãos ter encontrado mais alguém que tem cuidados semelhantes àqueles que procuro expressar através website, blog e facebook; por outro lado a profunda tristeza de, a cada dia, constatar que o diclínio das igrejas continua se agravando de forma generalizada, em muitos lugares.

Este contraditório sentimento já me acompanha por anos, ele me vem seguindo no exercício do ministério, no pastorado da igreja e no convívio com os crentes em geral. Ele não me foi trazido pela sua mensagem, mas certamente aguçado e reforçado por ela.

Contudo,  entre esta grande alegria e profunda tristeza, devo lhe dizer, que no meu coração há também uma poderosa e incontida esperança que cresce dia a dia; e esta esperança é obra do Espirito Santo, através do diligente estudo das Escrituras Sagradas que, acima de tudo, me levam a cada dia conhecer um pouco mais da infinita glória do nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, e conhecer cada dia, um pouco mais, da grandeza da obra salvadora que Deus, por milênios, vem realizando através Jesus Cristo, seu eterno e unigênito Filho.

Veja como é gloriosa a Igreja no céu que nunca diminui, mas sempre cresce como uma inumerável multidão (Ap 7.9-17). Quanto a Igreja na terra, como está sempre sob o ataque do império das trevas, em alguns tempos e lugares ela se enfraquece e diminui, e às vezes quase desaparece. Porém, este aparente enfraquecimento e diminuição, na verdade, é somente uma poda soberanamente administrada por Deus para cortar de sua Igreja os ramos que nela estão, mas não lhe pertencem, e limpar os ramos que estão frutificando para que produzam mais (Jo 15.1-8).

Quando vejo a fiel igreja diminuindo e, aquí e acolá, crentes fiéis e meio solitários como você se manifestando, vejo se cumprindo o que Deus já antecipou nas Escrituras. Como, desde o princípio da obra da Redenção, o povo (igreja) de Deus é ameaçado com perseguições, atacado por falsos ensinos e atraído por práticas perniciosas, alguns, às vezes muitos, são seduzidos e se apostatam da fé. Porém, Deus fortalece alguns fiéis pregadores e crentes que chamam toda a igreja ao arrependimento e volta, de todo o coração para Deus. Porém, a apostasia continua crescendo, o fiel remanescente, cada vez, mais isolado e manginalizado na igreja decadente. Isto aconteceu na história, da Queda ao estabelecimento de Israel, em Israel e por fim em seu remanescente Judá. O Novo Testamento antecipou que o mesmo aconteceria na história da Igreja da Nova Aliança. As Igrejas apóstatas existem hoje em todo o mundo, algumas são poderosas financeiramente e influentes política e socialmente; elas competem, perseguem e ridicularizam a fiel Igreja do Senhor, promovendo no mundo o escândalo, confusão, rejeição e suspeita contra o puro Evangelho de Jesus Cristo.

Lembre-se da mensagem de Deus ao profeta Isaías, no dia da comissão deste profeta (Isaías 6.1-13). Após simbolizar a purificação dos pecados de Isaías por uma brasa do altar que tocou os lábios do profeta, Deus convocou o seu servo para pregar ao seu povo já cego, surdo e endurecido pela apostasia. Quando o profeta perguntou até quando ele deveria pregar sem ver arrependimento e conversão, Deus lhe respondeu: “até que as cidades fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada ...” (Isaías 6.11).

Deus compara este juízo sobre Israel (seu povo na Antiga Aliança) como algo mais radical que uma poda, era uma derrubada da árvore, para ser deixado somente o seu toco, contudo, indicando que o toco seria uma “santa semente” (Isaías 6.13). Assim, Deus anunciou o reavivamento da Igreja, que depois de longo declínio, pareceria morta, mas renasceria como vigor, o que efetivamente aconteceu e continua acontecendo na história da redenção.

Para finalizar, quero lembrar a você a mensagem do (não famoso) profeta Hanani ao rei Asa que confiava mais no que seus olhos podiam ver do que na Palavra de Deus; o profeta disse ao rei: “quanto ao Senhor, seus olhos passam por todo a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cronicas 16.9). Como quem ama ao Senhor e sua Igreja, que deseja ver a noiva (Igreja) do Senhor pura e fiel, consagre seu coração totalmente ao Senhor, e outros, não importa se muitos ou poucos, cujos corações também pertencem totalmente ao Senhor se aproximarão de você. É assim que igrejas são reformadas, avivadas ou reedificadas das cinzas, até o dia da volta do Senhor Jesus.

Muito obrigado por sua mensagem que reforçou meus sentimentos de alegria e tristeza, segundo o Espirito Santo, e pela Igreja de Deus. Muito obrigado por sua mensagem que deu ensejo a mais uma grande manifestação da esperança que igualmente vêm do Espirito Santo que em nós habita.

Friday, 20 April 2012

Quem Está Conquistando Quem: A Igreja ou o Mundo?

Se quisermos uma boa definição de “mundo”, conforme o uso que fazemos da palavra neste ensaio, basta contrastar a palavra “mundo” com a palavra “igreja”. Então, “mundo” aquí não significa o universo físico, nem o planeta Terra. Mundo significa a humanidade sem Deus, sem o conhecimento e aliança com Deus, o Criador. Mundo é um grande sistema alheio a Deus, à sua revelação em Jesus Cristo, e oposto ao propósito divino, tanto na Criação quanto na Redenção.
Por outro lado, a Igreja é a parcela reconciliada com Deus dentre a humanidade, mediante o conhecimento e acolhimento da revelação redentiva de Deus em Cristo. A Igreja é a porção da humanidade que está em aliança com Deus, reconhece a soberania de Deus em toda a Criação, e está compromissada e empenhada em conhecer e viver de acordo com a vontade e propósito de Deus, viver para a glória de Deus.
Mundo é o oposto da Igreja, tudo o que está separado ou fora da Igreja. É importante que se diga que não estamos nos referindo a uma grande hierarquia cristã (Romana, Grega ou Anglicana), nem a uma denominação ou conjunto de denominações cristãs; estamos nos referindo à Igreja de Jesus Cristo na Terra, que é um único corpo cuja cabeça é Jesus Cristo, o único Templo em que o Espírito Santo habita.
Por causa dos que morrem e vão para a Igreja que está no céu (até a volta Jesus) e dos que dia a dia ingressam na Igreja em decorrência da pregação do Evangelho de Jesus Cristo, a totalidade da Igreja na Terra é variável;  porém, a Igreja é a totalidade dos homens e mulheres que professaram sua fé em Jesus Cristo e foram batizados (acompanhados de seus filhos); estas famílias constituem inúmeras congregações (igrejas). Estas igrejas ou congregações reconhecem que as Escrituras Sagradas (as quais preservam e comunicam o Evangelho de Jesus Cristo) são em sua totalidade a Palavra de Deus e, por isso, se reunem regularmente para ouvir a sua pregação ou ensino. Estas congregações também se submetem à direção e governo desta fiel pregação ou ensino da Palavra de Deus e mantêm esta comunhão através da criteriosa celebração da Ceia do Senhor (Santa Ceia), o que demanda o amoroso e fiel exercício da disciplina cristã.
Estas igrejas e seus membros estão na terra, nas cidades ou no campo, entre todas as nações, junto com a humanidade rebelada contra Deus; entretanto, a Igreja (a porção da humanidade reconciliada com Deus) e o mundo (humanidade rebeleda contra Deus) estão separados.    É verdade, a Igreja (ou as igrejas que a constituem na Terra) e o mundo competem. A Igreja quer conquistar o mundo, isto é, subordinar o mundo à soberania de Deus e à liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8.20-21ç Colossenses 1.13). Porém, o mundo também quer conquistar a Igreja para a rebelião contra Deus e escravidão ao pecado (Efésios 2.1-3).
A Igreja tem basicamente dois meios de conquista: a demonstração (seu modo de viver ordenado conforme a Palavra de Deus), e a proclamação (a pregação da Palavra de Deus, o Evangelho, ao mundo). A Igreja não pode optar por usar um ou outro meio; ela tem que usar ambos para conquistar o mundo. O mundo tem basicamente três meios gerais de conquista: a perseguição (principalmente pelo controle de instituições como o estado e a religião), a sedução (através do uso do progresso econômico e científico) e a sistematização ou conformação (através da influência na educação e legislação).
Agora podemos responder a nossa pergunta e tema: Quem conquista e quem está sendo conquistando: A Igreja ou o Mundo? É a Igreja que conquista os que estão no mundo para a reconciliação com Deus e a liberdade dos filhos de Deus? Ou é o mundo que conquista a Igreja para a rebelião contra Deus e da escravidão ao pecado?
Para responder esta pergunta, consideremos primeiro como o mundo tem usado os seus meios de conquista. A perseguição já foi muito usada na História da Igreja, Missões, Reforma e Missões Modernas; porém, nos lugares onde a Igreja logrou estabelecer-se, a perseguição é velada e rara. Contudo, nestes lugares onde a Igreja está estabelecida, o mundo tem usado com grande eficiência os outros meios de conquista, a sedução e a sistematização.
Um bom exemplo do uso desses meios de conquista é o grande sucesso com que mundo vem usando a sedução e a sistematização para substituir o relacionamento conjugal (casamento) pela atração (paixão) sexual. O relacionamento conjugal criado por Deus na obra da Criação e redimido por Deus na obra da Redenção (a redundância é proposital), une sexualmente um homem e uma mulher (até que, com tristeza, a morte os separe). O relacionamento conjugal (casamento) consiste, é baseado e iniciado em uma aliança de amor entre um homem e uma mulher, perante Deus, o Soberano Criador. Esta aliança proporciona e proteje mais do que simplesmente o relacionamento sexual, mas também a integridade física, mental, social e espiritual dos cônjuges, e não somente dos cônjuges, mas também de seus filhos (que são o mais importante fruto e alegria provenientes de seu relacionamento sexual).
A atração ou paixão sexual é um acordo temporário que pode ser unilateralmente desfeito, em qualquer momento. A atração sexual não é baseada no amor que, entre outras magníficas qualidades, “não procura os seus próprios interesses” (1 Coríntios 13.5) e “jamais acaba” (1 Coríntios 13.8). É importante observar que o mundo se recusa a chamar a atração sexual pelo seu próprio nome ou algum verdadeiro sinônimo (paixão ou desejo); ele insiste em chamar a atração sexual de amor. Para enganar os incautos, o mundo tira até o adjetivo “sexual”, e faz da palavra amor um sinônimo da relação sexual, como acontece na expressão “fazer amor”.
O mundo usa todos os recursos possíveis de sedução e sistematização para conquistar a Igreja pelo poder da atração sexual. Ele implanta um modelo de progresso econômico que ignora a natural e histórica importância da família (que começa no casamento) no estável e contínuo desenvolvimento econônico de um povo por outro modelo, baseado principalmente no estímulo ao consumo egoísta e desenfreado; ou seja, ele tira o foco dos interesses da família para o estímulo individual ao consumismo.
O mundo usa a música, teatro, cinema e televisão (em algumas situações, até esportes) para promover a nudez, culto do corpo e estilos de vida sexualmente orientados. O mundo usa a moda para inflamar a sensualidade, e usa os recursos da ciência para evitar ou curar as doenças decorrentes da promiscuidade sexual, e contornar as dificuldades surgidas em um relacionamento sexual não protegido pelo casamento, como os “filhos indesejaveis”.
Se não bastassem estes variados recursos financiados pela prosperidade econômica e viabilizados pelo avanço científico, o mundo também vem usado habilmente os meios de sistematização, ou seja, a educação e legislação. Através da educação, que não está restrita à escola, mas se utiliza dos diversos meios de comunicação como Televisão e Internet, o mundo vai solidificando padrões de vida (especialmente em matéria de sexo) que são contrários aos propósitos de Deus, estabelecidos na Criação e reiterados em sua Palavra, as Escrituras Sagradas.
Quanto mais civilizado o mundo estiver ou parecer, mais eficaz ele será nas suas tentativas de resistir àconquista da Igreja e de conquistar a Igreja. O mundo, quando consegue obter e passar a imagem de civilizado, é contra o roubo de propriedade, contra a violência e o homicídio que também são contrários à Lei de Deus. Entretanto, em matéria de sexo, casamento e família, o mundo consegue, ao mesmo tempo, contrariar profundamente os desígnios de Deus e agradar amplamente o homem, de modo que possa manter satisfeita a humanidade rebelada contra Deus e atrair e seduzir a própria Igreja de Deus.
Ao final, todo sistema rebelado contra Deus reencontra o caos; o roubo, a violência e o homicídio crescem, até que dominem. Os ocultos poderes espirituais do mal que controlam o mundo (Efésios 6.11-12), por algum tempo, para consolidar seus alvos de sedução e sistematização, tambem controlam ou mascaram a manifestação do roubo, violência e homicídio; uma vez consolidada essa conquista, essas pragas começam a operar em grande escala.
Todo sistema rebelado contra Deus é auto-destrutivo, o mundo é auto-destrutivo. Todos os valores, conceitos, e regras contrários aos princípios de Deus, estabelecidos na Criação e confirmados na sua Palavra, são auto-destrutivos. Sexo dissociado ou desvinculado do casamento (casamento conforme a Palavra de Deus) subestima e destrói a família que, sendo redimida em Cristo Jesus, se torna geradora de indivíduos que amam a justiça, e, por isso, odeiam o roubo, a violência e o homicídio.
Quando o processo de educação que contraria os princípios e propósitos de Deus já está suficientemente consolidado, o mundo começa a estabelecer leis contrarias à natureza, razão bom senso e à Palavra de Deus. É neste ponto que o meio de conquista pela perseguição da Igreja (antes abandonado por causa da conquista e estabelecimento da Igreja) pode voltar; como já temos visto acontecer nos últimos anos, cada vez mais frequentemente.
E a igreja, como ela está realizando a sua conquista do mundo? Quando a Igreja fielmente usa seus meios de conquista, a demonstração (obediência à Palavra de Deus) e proclamação (pregação da Palavra de Deus), estes próprios meios contribuem para o sucesso da conquista da Igreja; porque:
§   Atraem, apelam e convencem todos aqueles em quem o Espírito Santo remove o ódio e a rebeldia contra Deus;
§   Mantêm fora da igreja os que em seus corações se permanecem rebelados contra Deus.
Entretanto, se ou quando a Igreja, em algum tempo ou lugar, perde o amor (a Deus e ao próximo), deixando de ser obediente à Palavra de Deus e abandonando a fiel pregação da Palavra de Deus (Apocalipse 2.1-7), o mundo seduz essa igreja, nela se infiltra e cresce dentro dela. Por fim, o mundo, crescendo dentro daquela Igreja, rompe sua última e fina camada (casca); e, pelo menos naquele tempo ou lugar, o mundo completa sua conquista; e a Igreja pode desaparecer.
Considerando, o evangelho que a Igreja contemporânea está pregando (diluído da doutrina bíblica da salvação, descentralizado do Cristo revelado na Bíblia ou apresentando um Cristo desfigurado de sua glória) e o estilo de vida da Igreja (contrário aos valores do Reino de Deus expressos por Jesus Cristo no Sermão do Monte) em geral parece que é o mundo quem está conquistando, especialmente no mundo ocidental, em que ainda vê vestígios de uma “cultura cristã”.
A Igreja pode retomar a posição de conquistadora; porém, para isto, ela precisa voltar a usar os seus meios de conquista: a demonstração e a proclamação; contudo, isto somente acontecerá se a Palavra de Deus de voltar ao seu lugar único e absoluto na vida da Igreja.
Quando a Igreja ama a pregação ou ensino da Palavra de Deus, ela resiste às armas de conquista do mundo (perseguição, sedução e sistematização). Restaurada a pregação da Palavra de Deus ao seu lugar primordial, a Igreja hoje precisa ter especial cuidado com sedução e a sistematição, e especialmente em matéria de sexo, casamento e família, áreas em que a Igreja tem se mostrado mais vulnerável. A Igreja (e cada crente) precisa ter muito cuidado com a música que ouve, ao que vê e ouve no cinema, teatro, televisão, e internet. A Igreja ter cuidado com tudo o que ouve ou lê (venha do jornalismo ou da universidade).
A igreja e suas famílias precisam recuperar a santidade do processo de preparação para o casamento dos seus filhos; pois muitos jovens, ao invés de conquistadores, têm sido conquistados e feitos escravos pela imoralidade sexual.
A Igreja ocidental contemporênea está seduzida pelas promessas de saúde perfeita e riqueza (que partem da maioria de seus próprios pregadores), e seduzida pela expectativa de ser grande e aprovada pelo poderosos do mundo. Muitos na Igreja pensam que a Igreja está conquistando o mundo; mas é o mundo que está conquistando a Igreja. A Igreja somente voltará a conquistar o mundo, se ela mesma for novamente conquistada pelo amor, apreço, desejo, fome e sede da Palavra de Deus.

Saturday, 24 March 2012

Pode Alguém Ter Certeza de que a Bíblia É a Palavra de Deus?

Que cada um e todos os livros da Bíblia chegaram até nós, em nossos dias, plenamente preservados, disto não há a menor duvida. Existe uma ciência, chamada Crítica Textual, cuja especialidade é reconstituir ou atestar a fidelidade de uma obra literária após um longo processo de producão de cópias, traduções e mais cópias. A Bíblia não é a única obra literária (a Bíblia na verdade é um conjunto de obras literárias) que foi objeto da Crítica Textual, mas é sem dúvida a sua campeã; pois nenhum tipo de literatura antiga possui um acervo de manuscritos tão rico quanto a Bîblia, e isto considerando os aspectos quantidade, antiguidade e qualidade destes manuscritos. A Bíblia chegou intacta ou íntegra até nós, hoje.
Não foi o povo judeu que definiu o cânon do Antigo Testamento? E depois, não foi a Igreja ou Cristandade que aceitou e absorveu o cânon do Antigo Testamento, definiu o cânon do Novo Testamento, e finalmente juntou as duas coleções que formam a Bíblia? Com razão, também podemos perguntar não foram estes escritos que por seu próprio caráter e poder persuasivo impressionaram primeiramente os judeus e depois o cristãos, de modo que se radicaram em suas história, cultura e fé, de modo a formar um Cânon?
Como podemos acreditar que o que homens como Moisés, Samuel, Daví, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel (Antigo Testamento) ou Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo e Pedro (Novo Testamento) escreveram é a Palavra de Deus?
Podemos acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus apesar das contradições entre a Bíblia e a ciência, ou, mais precisamente, entre a Bíblia e diversas teorias científicas? As radicais mudanças de comportamento que vão se estabelecendo nas sociedades contemporâneas, sob a aprovação de ciências como psicologia e sociologia, e da ciência juridica, não se constituem em um direto desafio à nocão de que a Bíblia é a Palavra de Deus? Porém, precisamos do aval da ciência para acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus?
Podemos apresentar evidências morais de que a Bíblia é a Palavra de Deus; entretanto, há outras literaturas religiosas e não religiosas que também mostram elevadas características morais, sem contudo demandarem o reconhecimento de que são Palavra de Deus.
Podemos encontrar e listar algumas evidências lógicas de que a Bíblia é a Palavras de Deus; e, além disso, podemos tambem apelar para evidências arqueológicas que confirmam a credibilidade da Bíblia; e, consequentemente, que ela é a Palavra de Deus. Também podemos demonstrar através de uma seqüência de extraordiários cumprimentos proféticos, na História, que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Embora possamos estar convictos de que a Bíblia é a Palavra de Deus pelo testemunho interno do Espirito Santo, temos que reconhecer que este testemunho é subjetivo, e comum somente aos que crêem nisto.
Entretanto, a maior prova de que a Bíblia é a Palavra de Deus está nela mesma ou é ela mesma, é o seu teor, a sua própria mensagem, o seu foco, o seu assunto principal, o seu tema - Jesus Cristo. É por sua forma progressiva, consistente e conclusiva como apresenta Jesus Cristo que somos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Não é pelo testemunho de uma pessoa ilustre, um “santo homem” ou um profeta isoladamente (João 5.33-34), não é pela tradição judaica, nem pelos concílios da Igreja que cremos que  na Bíblia como a Palavra de Deus. Isto também não depende da aprovação de qualquer ciência (1 Coríntios 1.18-25). É tão somente pela própria Bíblia, no modo como ela revela Deus, em Jesus Cristo, reconciliando consigo o mundo (2 Coríntios 5.19), que somos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
A Bíblia começa precisamente afirmando que todo o universo é criação de Deus (Gênesis 1.1), e que o homem, Deus também o criou, à Sua própria imagem e semelhança (Gênesis 1.26-27); a partir daí, a Bíblia é sobre a obra de Deus na redenção do homem e, consequentemente, de toda a Criação (Gênesis 3).
Jesus Cristo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento, Ele é o Salvador (Redentor) prometido; no Novo Testamento, Ele é o Redentor já vindo, presente. Jesus Cristo é mencionado na Bíblia como existentente antes de qualquer criação, e ativo na própria Criação, conforme pressuposto no plural do verbo “criar”, no Livro de Gênesis, e confirmado no Evangelho de João (Gênesis 1.26; João 1.1-3). A “árvore da vida” cujo fruto tem o poder de dar ao homem a vida eterna é o mais remoto símbolo de Jesus Cristo (Gênesis 2.9; 3.22), que no Evangelho de João é apresentado  como a fonte de luz e vida para o homem (João 1.1-4; 11.25). Jesus é mencionado logo no princípio da História da Redenção, como o Redentor (Gênesis 3.15; Hebreus 2.14; Apocalipse 12.9-11); e até o modo como Jesus Cristo redime o pecador é indicado – o derramamento de seu próprio sangue (Gênesis 3.21; 4.4; João 1.29; Efésios 1.5-7).
Jesus é visto, através dos séculos, acompanhando a redenção do povo de Deus; pois Ele é o Anjo (mensageiro de Deus) que em suas manifestações anteriores à encarnação do Verbo (João 1.1-3,14) é mencionado como Deus, ou recebe adoração como Deus: Ele é o Anjo ou Homem que se manifestou aos patriarcas Abraão e Jacó (Gênesis 18 e 19; 32.22-30), o Anjo que acompanhou a nação em sua peregrinação (Êxodo 32.30-33.23), o Anjo que se manifestou a Gideão (Juízes 6.22), e o quarto “homem” visto na fornalha, junto com o três amigos do profeta Daniel (Daniel 3.24-25).
Jesus Cristo é o grande foco e esperança dos profetas: o “Emanuel” (Deus Conosco) filho de uma virgem (Isaías 7.14), o menino que haveria de tornar realidade o próprio reinado de Deus sobre o seu povo, chamado “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade” e “Príncipe da Paz” (Isaías 9.6), do prefeta Isaías. Jesus é o “Servo do Senhor” o “Justo” que sofre pelos pecados dos homens e os justifica, tão ricamente descrito pelo profeta Isaías (Isaías 52.13-53.13). Jesus é o “Renovo de Daví, também chamado “Senhor, Justiça Nossa” do profeta Jeremias (Jeremias 23.5-8). Jesus é o Rei-Pastor do povo de Deus, antevisto pelo profeta Ezequiel (Ezequiel 34.23-24; 37.24-25). Jesus Cristo é o “Filho do Homem” que vêm do céu, para reinar sobre todos os povos e nações, cujo reino é eterno, e jamais será destruído, das visões do profeta Daniel. Jesus é o Rei de Israel “cujas origens são desde a eternidade”, do profeta Miquéias (Miquéias 5.2), o “Rei justo e salvador e humilde” do profeta Zacarias (Zacarias 9.9), o Senhor, o desejado “Anjo da Aliança” que vem, do profeta Malaquias (Malaquias 3.1).
Jesus é mencionado simbolicamente de diversas maneiras no Antigo Testamento: No “cordeiro da Páscoa” (1 Coríntios 5.7), na rocha da qual saiu água (1 Coríntios 10.1-4), no maná (João 6.48-58), no tabernáculo (João 2.13-22), no fio escarlata que identificou Raabe e sua família como os únicos habitantes de Jericó a serem poupados (Josué 2.12-19), nos ofícios do rei, do sacerdote e do profeta que, como pastores, apascentaram o povo de Deus.
No Novo Testamento, Jesus é Profeta que culmina e finaliza a Palavra de Deus aos homens (Hebreus 1.1-3), o Sacerdote que, não simbolicamente, mas de fato, salva os pecadores, pois de fato expia as suas culpas com o seu próprio sacrifício (Hebreus 7.22-27). Ele é o Rei onipotente que, em sua morte e ressurreição assumiu o seu reino, iniciando e ordenando uma conquista que será absolutamente vitoriosa (Apocalipse 7.9-17; 22.1-5). Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus que, no tempo e espaço assume a natureza humana e os os três ofícios mencionados para cumprir plenamente todos os propósitos redentivos de Deus.
Jesus é Deus, mais precisamente o eterno e unigênito Filho de Deus (João 1.1-3,14). Jesus jamais negou, mas confirmou, que é Deus (João 8.56-58). O conjunto das obras de Jesus Cristo, inclusive as que foram (de fato) realizadas em Seu nome, revelam que Ele é Deus (João 10.24-25; 14.8-12). Jesus Cristo, Deus Filho é o principal e eterno objeto do amor de Deus Pai (João 3.35; 5.20; 10.17; 17.24); por isto, Jesus é também a maior prova do incomprensível amor de Deus por nós, pecadores (João 3.16).
Jesus Cristo, como o único e verdadeiro sacerdote dos homens indicado e aprovado por Deus Pai, morreu por nós; porque o salário (justa retribuição) dos nossos pecados é a morte (Romanos 6.23). Porém, Jesus também ressuscitou, e assim nos justificou (Romanos 4.25), e voltou à sua eterna posição glória, junto ao Pai (João 17.4-5). Entretanto, Ele não nos deixou sós, Ele enviou Deus, o Espírito Santo, que é eternamente procedente dEle e do Pai, para estar conosco até a consumação da obra da redenção (João 14.16-18; 15.26), na volta de Jesus Cristo, ressurreição dos filhos de Deus, e estabelecimento de Novos Céus e Nova Terra.
A Bíblia é sobre Jesus Cristo, tudo o que podemos saber sobre Jesus Cristo nos vem da Bíblia. Jesus é a própria Palavra de Deus, em pessoa; Ele é Deus em forma ou natureza humana, Deus fazendo-se ou tornando-se visível e compreensível ao entendimento linguagem e sentidos humanos, como jamais poderia ser de qualquer outra forma.
Conhecer a Bíblia é conhecer a Jesus Cristo; e conhecer a Jesus é conhecer a Deus (João 14.7-9), e entrar em relacionamento com Deus, no eterno relacionamento de amor com Deus (João 14.20-21).
A Bíblia é a Escritura Sagrada, a Palavra de Deus preservada em forma escrita. Jesus Cristo é o assunto da Bíblia, o seu grande, ou melhor, o seu único tema (João 5.39; Apocalipse 19.10). Podemos apresentar muitas evidências de que a Bíblia é a Palavra de Deus; entretanto, a maior, a prova final de que Deus, na Bíblia, verdadeiramente fala com os homens é Jesus Cristo (João 3.33).
Quem percebe que o foco da Bíblia é Jesus Cristo, que a revelação e testemunho de Jesus Cristo é a razão da progressiva, consistente e conclusiva unidade da Bíblia, enfim, quem (através da Bíblia) vê a glória de Deus em Cristo Jesus (2 Coríntios 4.6), não tem dúvida – Deus fala com os homens, a Palavra dEle em forma escrita é a Bíblia; ela é o único testemunho escrito da Palavra Viva e Pessoal de Deus – Jesus, o Cristo.

Thursday, 16 February 2012

Israel Não Deixou o Egito e Cristãos Voltam às suas Origens Pagãs

Sob a liderança de Moisés, o povo de Israel saiu dos limites territoriais do Egito, mas levou o Egito em seu coração. Em Êxodo 16.3 vemos uma das primeiras provas de que o Egito permanecia no coração de Israel; quando o povo se lembrou das “panelas de carne” e de que “comiam a fartar” no Egito. Em face da demora de Moisés em voltar do Monte Sinai, onde estava recebendo a Palavra de Deus para comunicá-la a Israel, o povo iniciou o culto a um bezerro de ouro, inspirados na religião Egípcia (Êxodo 32.1-6). Diante dos desafios da conquista da “terra prometida” o povo de Israel desejou voltar para o Egito (Números 14.1-4). O povo de israel saiu do Egito, mas continuou pensando como um povo escravo do Egito, escravo dos prazeres do Egito e escravo da religião Egípcia.

De modo semelhante, podemos dizer que os evangélicos brasileiros e demais latino-americanos saíram da Igreja Romana (Papal ou papista); como também são saídos do romanismo muitos evangélicos nos Estados Unidos, Canadá e Europa; estes, todavia, com um lapso de tempo maior, que remota até aos tempos da Reforma do Século XVI. Embora seja conhecida pelo nome Igreja Católica Romana, prefiro não lhe atribuir a qualidade Católica porque a Igreja Romana, na verdade, não é Católica nem no sentido de ser fiel à primitiva fé Católica, conforme expressa nos Credos Apostólico, Niceno e Atanasiano.

Portanto, em sua maioria, os evangélicos brasileiros são diretamente oriundos da Igreja Romana, ou o são indiretamente, isto é, são filhos, netos ou ainda descendentes mais distantes de romanistas. Assim como aconteceu com os filhos de Israel no passado, continua acontecendo em nossos dias, especialmente nas últimas dacadas, os romanistas deixam a Igreja Romana; mas a Igreja de Roma continua em seus corações, ou seja, os fundamentos de seus pensamentos, especialmente os fundamentos de sua fé, ainda são os mesmos que receberam na Igreja Romana. A própria Igreja Romana confiando na autoridade e poder vicário do seu Clero, rejeitou a prática do ensino da Palavra de Deus ao povo; por isso, ela cresceu e se expandiu assimilando fundamentos de religiões pagãs.

Nas útimas décadas, muitos evangélicos descobriram um meio de crescer mais rapidamente, este meio é não pregar o Evangelho, mas “contar milagres”. Pregar o Evangelho requer o conhecimento e a fidelidade à Palavra de Deus, implica na declaração de verdades que o homem rejeita do fundo de seu coração rebelado contra Deus, e requer também a ação convencedora do Espírito do Santo para que alguém responda positivamente ao chamado da fé em Jesus Cristo somente, para que seja salvo. Entretanto, é muito triste constatar que a maioria dos crentes não consegue perceber que “contar milagres” não é pregar o Evangelho.

Quando os verdadeiros pregadores do Evangelho se tornam escassos, e se multiplicam os “contadores de milagres”, multidões permanecem ignorantes quanto ao Evangelho, a doutrina da salvação. Os “contadores de milagres” falam de coisas excitantes que todas as pessoas gostam de ouvir, em parte pela curiosidade e, em parte, pela possibilidade e expectativa de que o mesmo lhes aconteça.
 
Não se anuncia o nome de Jesus Cristo, como são anunciados os nomes dos deuses, espíritos e santos da religiões, ou seja, falando dos atos sobrenaturais ou milagres que estes (deuses, espíritos e santos) estão realizando. Jesus Cristo somente é fielmente anunciado através das Sagradas Escrituras (a Bíblia). A Bíblia é, do começo ao fim, sobre Jesus Cristo; ela é o documento (ou documentário) que Deus ordenou que fosse escrito da História e Doutrina da Salvação, desde a Criação do homem (por Deus), Queda do Homem (rompimento da relação do homem com o Criador) e a primeira promessa do envio do Salvador (Gênesis 3.15), até ao cumprimento desta promessa, na vinda de Jesus Cristo, o eterno e unigênito Filho de Deus, em carne (forma, corpo ou natureza humana).
 
Pregar o evangelho com base nos atuais milagres dos chamados “missionários e apóstolos” é um absurdo que nenhum verdadeiro crente deveria aceitar ou tolerar; essa prática tão difundida em nossos dias e que ocupou os espaços possíveis no rádio e TV é um insulto e desafio à verdade; essa prática consiste em:
§   Uma estratégia infiel para tirar proveito da mentalidade superticiosa do homem, que a Igreja Romana usou no passado e continua usando hoje, alimentando assim a supertição própria do pecador, pois está separado de Deus;
§   Desprezo à Bíblia, o precioso e perfeito documento da Fé Cristã que Deus teve o cuidado de ordenar, viabilizar (mediante a inspiração do Espírito Santo), e preservar, para dar o mais básico e acurado conhecimento da Salvação, mediante a fé em Jesus Cristo (2 Timóteo 3.14-17; 1 Pedro 1.16-21).
 
Somente uma imersão profunda e permanente nas Escrituras Sagradas poderia mudar esta situação – evangélicos que deixaram a Igreja Romana; porém suas mentes permanecem escravizadas ao romanismo. Crentes instruídos na Palavra de Deus jamais dariam audiência aos “contadores de milagres”. Porém, este é um desafio ainda maior nesta era de fantásticas “máquinas” de fazer e trazer sons e imagens espetaculares. Estas avançadas tecnologias de sons e imagens (dolby digital e 3D) têm tornado as pessoas cada vez mais voltadas para um mundo virtual, em que o examinar e pensar são substituídos pelo sentir. Não é sem motivo que paradoxalmente, nesta era do maior avanço tecnológico, o interesse pelo misticismo cresce de modo impressionante, tanto fora quanto dentro da igreja. Neste contexto, de modo geral, as pessoas estão se tornando cada vez mais indispostas para ouvir ou receber a proclamação oral da Palavra de Deus, e para ler e estudar a Palavra de Deus. Entretanto, a fé salvadora somente é produzida pela Palavra de Deus, conforme aprendemos pela própria Palavra de Deus: “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo” (Romanos 10.17)
 
O chamado à fé em Jesus Cristo não é fundamentado em continuidade ou contemporaneidade de milages, mas na veracidade das Escrituras Sagradas, a Palavra de Deus. Nenhum milagre contemporâneo seria capaz de produzir a genuína fé salvadora. Por outro lado, a fé salvadora jamais seria produzida, senão atravez da Palavra de Deus. O Espirito Santo se instrumentaliza, não de “testemunhos extrabíblicos de milagres contemporâneos”, mas exclusivamente do conteúdo das Escrituras Sagradas, para salvar os pecadores, movendo-os à fé em Jesus Cristo, de quem as Escrituras são o único testemunho infalível e digno de todo o crédito (João 5.39).
 
Estevão, um dos primeiros diáconos e evangelista da primitiva igreja em Jerusalém declarou que os filhos de Israel que saíram do Egito, mas “em seus corações, voltaram para o Egito” (Atos 7.39). É importante observar que a volta do povo de Israel ao Egito “em seu coração”, conforme o próprio Estevão observou,  está relacionada com o fato daquele povo haver repelido Moisés, que do Senhor “recebeu palavras vivas para no-las transmitir” (Atos 7.38).
 
Assim como Israel, em seu coração, voltou para o Egito porque repelia a Palavra de Deus, hoje também muitos cristãos têm voltado para as suas origens pagãs por rejeitarem a Palavra de Deus. Os crentes hoje querem que seus pastores preguem sermões que sejam curtos, bem-humorados ou com excitantes “testemunhos de milagres”, não exigem que os pregadores sejam fiéis anunciadores de “todo o designio de Deus” revelado nas Escrituras, como o apóstolo Paulo fazia (Atos 20.27). Os crentes não lêem ou estudam diligentemente as Escrituras, preferem “se edificar” ouvindo “música gospel”. As famílias não mais se reunem regularmente para a leitura da Palavra de Deus e oração, pois as exigências do trabalho e a necessidade de relaxamento e lazer estão absorvendo completamento o seu tempo.
 
Roguemos a Deus que Ele renove graciosa e abundantemente a unção de Seu Espírito sobre a sua Igreja hoje, para que nela haja anseio pela Palavra de Deus, para que novamente a Palavra de Deus nela habite ricamente (Colossenses 3.16) e remova do coração do povo que é chamado pelo santo nome do Senhor toda afeição, saudade, pensamento e servidão aos deuses do seu passado idólatra.
 
Somente assim seremos novamente igreja forte, como uma “cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14), talvez menor pela deserção dos que não “suportarão a sã doutrina” ou “se recusarão a dar ouvidos à verdade” (1 Timóteo 4.1-5); porém, igreja que não é assaltada e dominada por qualquer inimigo, e que mantêm o intenso brilho da verdade em uma era de densas trevas, para promover a salvação de pecadores (não simplesmente sua mudança religiosa do romanismo para um evangelicalismo) e manifestar a glória de Deus (Mateus 5.14-16). Que o povo de Deus diga: Amém.